Nesta terça-feira (2), o dólar comercial chegou a ser cotado a R$ 5,73 no início da tarde, fechando em R$ 5,67. O BC vendeu US$ 2 bilhões das reservas internacionais, na maior intervenção diária desde abril.

Nos últimos quatro dias, a autoridade monetária vendeu US$ 5,2 bilhões das reservas externas.

Em seminário virtual promovido pelo mercado financeiro, o presidente do Banco Central (BC) disse que o Brasil dispõe de reservas internacionais volumosas para segurar a volatilidade quando necessário.

“O que vimos recentemente, inclusive, é que nossa moeda voltou a sofrer mais que os pares, em um momento que nós entendemos que tem uma fragilidade externa que propicia esses movimentos de ataque. Nós entendemos que parte do movimento não era justificada pelos fundamentos”, disse Campos Neto.

“O Brasil tem um volume de reservas bastante grande. Podemos continuar atuando na forma como entendemos que é o mais razoável sempre para preservar o que entendemos que são condições de liquidez. Sempre comparando também com o que entendemos que são os fundamentos do Brasil”, acrescentou.

Em relação à aceleração dos contágios no Brasil, Campos Neto avaliou que as novas medidas de restrição decretadas por diversos estados devem impactar o Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre.

“Um lockdown maior que o esperado pode gerar um primeiro semestre um pouco pior”, declarou o presidente do BC.

Para o executivo, as medidas de fechamento do comércio e de toque de recolher são temporárias e provavelmente diminuirão com a progressão da vacinação.

A expectativa de Campos Neto é de melhora das condições externas nos próximos meses. Além da imunização, em andamento em vários países, os estímulos econômicos por economias avançadas, como o pacote de US$ 1,9 trilhão em discussão no congresso americano, deverão contribuir para a recuperação da atividade econômica global.

* Com informações da Agência Brasil

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