O Chefe de Gabinete do Presidente Mario Abdo Benítez, Hernán Hutteman, acrescentou que as medidas sanitárias decretadas pelo governo a partir de março de 2020 não serão mais prorrogadas.

"O contexto em que surgiram esses decretos era diferente do que estamos vivendo. Hoje a realidade do nosso país é outra, temos a vacina e estamos aprendendo a conviver com esse vírus", disse em coletiva no Palacio de López, sede do governo paraguaio.

"A decisão da Presidência é não voltar a emitir decreto que estabeleça medidas sanitárias. Vamos focar no incentivo total à vacinação porque essa é a chave para sairmos disso, sem mais restrições para os cidadãos e sim vacinas", afirmou Hutteman. A comprovação de vacinação com esquema completo será exigida apenas para quem entrar no país.

"Até hoje, às 12 horas da noite, esse decreto que está em vigor governa e a partir de amanhã não teremos mais um decreto", disse Hutteman.

O que era decreto, agora passam a ser recomendações do Ministério da Saúde.

"Dois anos se passaram, já sabemos conviver com o vírus e é responsabilidade de todos tentar sair dessa situação", observou o Ministro da Saúde, Júlio Borba.

Ficam sem efeito as restrições e diretrizes sobre espaços gastronômicos, eventos sociais, culturais, desportivos e educacionais, destacou Huttemann, segundo o jornal Hoy.

A escolas serão regidas exclusivamente pelo que determinar o Ministério de Educação, que demandou o retorno às aulas presenciais em todos os estabelecimentos de ensino primário, secundário e universitário.

O Ministro de Educação, Juan Manuel Brunetti, informou que serão feitos ajustes nas disposições gerais, mas a partir desta quarta os professores não vacinados já não precisarão apresentar testes de PCR a cada 15 dias.

"O PCR dos professores está eliminado, mas vamos continuar recomendando que todos sejam vacinados", disse Manuel Brunetti.

A Diretora-Geral de Vigilância em Saúde, Sandra Irala, disse à ABC Color que não é o fim das medidas, uma vez que as autoridades de saúde continuarão recomendando sua aplicação, mas das sanções derivadas de seu descumprimento.

O Presidente Abdo Benítez festejou em rede social que "o Paraguai está gradualmente voltando ao normal!".

Média móvel de 7 dias do número de novas infecções diárias por SARS-CoV-2 no Paraguai
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Número de óbitos diários por SARS-CoV-2 no Paraguai
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Exemplo britânico

O Paraguai segue a linha do Reino Unido, um dos países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, que já deu fim às restrições sociais.

Mesmo sob crítica da oposição, o Primeiro-Ministro Boris Johnson anunciou nesta terça-feira o fim do isolamento para casos positivos de covid-19, a partir de quinta-feira (24), e a suspensão de testes gratuitos para o coronavírus.

No mês passado, Johnson já tinha descartado o uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados e a exigência de comprovante de vacina para acessar discotecas ou eventos maciços.

O primeiro-ministro britânico justificou as novas medidas dizendo que, embora a pandemia não tenha acabado, a “incrível” dispersão das vacinas deixa o país cada vez mais perto de “voltar à normalidade e de “finalmente, devolver a liberdade às pessoas”, sem que elas deixem de se proteger.

O líder britânico destacou que mais de 70% da população adulta recebeu três doses de alguma das vacinas covid, índice que sobe para 93% no caso de pessoas com mais de 70 anos.

Boris Johnson recebeu críticas da oposição, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos sindicatos de professores, mas, em discurso no Parlamento, disse que “as restrlções têm um custo importante para nossa economia, nossa sociedade, nosso bem-estar mental e para as oportunidades dos nossos filhos, e não temos que continuar pagando este preço por mais tempo”.

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