A brasileira Oi tem uma participação de mercado próxima a 16% (36,5 milhões de clientes). A maior é a Vivo, marca da espanhola Telefónica, seguida pela TIM, de propriedade da Telecom Italia, e Claro, da mexicana América Móvil.

O consórcio planeja dividir os ativos de telefonia celular da Oi assim que receber aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os números da partilha ainda não são conhecidos, mas a expectativa frente as quantias que serão desembolsadas por cada operadora é que a participação da Vivo no mercado de telefonia móvel do Brasil passará de 33% para 37%, a Tim de 23% para 32%, e a Claro de 26% para 29%.

Além do leilão dos ativos da rede móvel, a Oi vendeu no dia 26 de novembro as suas 637 torres de telefonia (R$ 1,067 bilhão ) e seus 5 centros de dados (R$ 325 milhões).

A empresa entrou em recuperação judicial em junho de 2016 e reformulou seu plano neste ano, aprovado pelos credores em setembro e homologado pela justiça em outubro.

A operadora que nasceu em meio a polêmicas na época da privatização do Sistema Telebrás e que, nos governos petistas, foi incentivada a se tornar uma "campeã nacional", vai agora se dedicar à operação de fibra óptica para banda larga residencial.

No fim de novembro, o grupo obteve um desconto de 50% na dívida com a União de R$ 14,3 bilhões e ainda poderá parcelar o pagamento. A nova Lei de Falência, que aguarda sanção presidencial, poderá ampliar o desconto para até 70%.

Perspectivas

A Oi alcançou dois milhões de clientes na sua operação de fibra óptica em dezembro, dobrando a base de clientes em oito meses.

“Saímos de 700 mil clientes ao fim de 2019, para um milhão no começo de 2020 e agora entramos em dezembro com essa boa notícia de dois milhões de clientes totais”, disse em coletiva Bernardo Winik, vice-presidente de clientes da Oi.

A operadora deve manter o ritmo acelerado de expansão no segmento FTTH, adicionando aproximadamente 140 mil residências conectadas por mês. É a operação mais rentável e promissora da empresa.

Na avaliação de Winik, “o hábito das pessoas mudou, muitas empresas vão manter o home office, e a penetração da banda larga no País nos dá tranquilidade para falar que o ritmo vai se manter”.

O plano de expansão do segmento de fibra óptica da Oi envolve uma estimativa de chegar a quatro milhões de clientes ao fim de 2021, com 228 cidades atendidas e cerca de 15 milhões de casas passadas.

A Oi comemorou a marca de 9,2 milhões de casas passadas por fibra em dezembro, um milhão acima da estimativa original, com 134 cidades sendo atendidas – em 13 capitais o produto já é líder de mercado.

O executivo da Oi destacou que na adição líquida de clientes na fibra, 80% são sem relacionamento com a empresa, comprando o produto por indicação. O restante vem de clientes que evoluem pacotes de banda larga tradicional.

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