A projeção é da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado  ao Senado.

O estudo da IFI considera que o valor total dos saques será aplicado no consumo de forma direta e indireta.

No caso do FGTS, os saques estão  previstos para ocorrer entre setembro de 2019 e março de 2020 e estarão  disponíveis para todas as contas, ativas e inativas.

A injeção de recursos nas mãos dos brasileiros seria da ordem de R$ 28 bilhões em 2019, e de R$ 12 bilhões em 2020. Adicionais R$ 2 bilhões ingressariam neste ano com o PIS-Pasep.

De acordo com o Ministério da Economia, 80% das contas do FGTS têm saldo inferior a R$ 500,00 –  55 milhões de trabalhadores têm menos de R$ 500,00 na soma de suas contas.

O Ministério da Economia prevê que muitos trabalhadores devem optar por negociar dívidas e limpar o nome junto aos serviços de proteção ao crédito. Vale notar que 40% das pessoas com o nome negativado possuem dívidas inferiores a R$ 500,00. A crença é que essas pessoas acertarão suas dívidas atuais e tomarão novos empréstimos para consumir bens duráveis, aposta o relatório da instituição fiscal.

No cenário previsto pela IFI, o consumo das famílias aumentaria 0,38 ponto percentual em 2019, e 0,87 no ano que vem.

* Edição: Frontliner