O número de pessoas que estão em busca de trabalho no país caiu -10,4%, chegando a 12,9 milhões. Já o contingente de pessoas ocupadas aumentou +3,6%, o que representa 3,3 milhões de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em julho.

Na comparação com o trimestre móvel agosto-outubro do ano anterior, houve aumento de +8,7 milhões de trabalhadores ocupados.

O número de ocupados no comércio cresceu +6,4% (+1,1 milhão de pessoas). Já o aumento da indústria foi de 4,6% (+535 mil). No mesmo período, mais 500 mil pessoas passaram a trabalhar no segmento de alojamento e alimentação (+11%). Na construção, houve crescimento de 6,5% na ocupação (+456 mil).

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (28) pelo IBGE.

“Essa queda na taxa de desocupação está relacionada ao crescimento da ocupação, como já vinha acontecendo nos meses anteriores. O aumento no número de ocupados ocorreu em seis dos dez grupamentos de atividades, a exemplo do comércio, da indústria e dos serviços de alojamento e alimentação”, afirma a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

"A recuperação já mostra um cenário muito mais favorável para a ocupação”, disse Beringuy.
"A recuperação já mostra um cenário muito mais favorável para a ocupação”, disse Beringuy.

O aumento na ocupação foi impactado pelo número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (+1,3 milhão de pessoas), que chegou a 33,9 milhões, crescimento de +4,1% frente ao trimestre anterior.

Também no setor privado, o contingente de empregados sem carteira subiu +9,5% (+1,0 milhão de pessoas). Essa categoria, no trimestre encerrado em outubro, somava 12 milhões de trabalhadores. No mesmo período, o número de trabalhadores domésticos sem carteira cresceu +8,0%, e o de empregadores sem CNPJ, +7,4%. Com isso, a taxa de informalidade chegou a 40,7%, o que corresponde a 38,2 milhões de trabalhadores informais no país.

Com o crescimento da ocupação sendo puxado pela retomada do trabalho informal, o rendimento real habitual caiu -4,6% e chegou a R$ 2.449. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando os trabalhadores de maior renda mantiveram seus rendimentos e os de menor renda estavam fora do mercado de trabalho, a queda foi de -11%.

Os trabalhadores por conta própria aumentaram em +2,6% (+638 mil pessoas), chegando ao contingente de 25,6 milhões. Já o aumento dos trabalhadores domésticos foi de +7,8% (+400 mil) frente ao trimestre encerrado em julho. A maior parte desse aumento também veio do trabalho informal: 308 mil foram contratados sem carteira de trabalho assinada.

A taxa composta de subutilização (25,7%) caiu -2,1 p.p. em relação ao trimestre de maio a julho de 2021 (27,9%) e -3,8 p.p. ante ao mesmo trimestre de 2020 (29,6%).

A população subutilizada (29,9 milhões de pessoas) diminuiu -6,5% (-2,1 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior (32,0 milhões de pessoas) e -9,6% (-3,2 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2020 (33,1 milhões de pessoas subutilizadas).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,7 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior (7,8 milhões de pessoas) e subiu +17,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (6,5 milhões de pessoas).

A população fora da força de trabalho (65,2 milhões de pessoas) recuou -2,1% (-1,4 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e caiu -7,7% no ano (-5,4 milhões).

A população desalentada (5,1 milhões de pessoas) caiu -3,8% (menos 199 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de -11,9% (-683 mil pessoas) frente a igual período de 2020.

O percentual de desalentados na força de trabalho (4,5%) caiu em relação ao trimestre anterior (4,8%) e também recuou frente a igual trimestre de 2020 (5,5%).

* Com informações e dados do IBGE

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