Margarida Lopes, investigadora responsável pelo estudo, garantiu esta manhã à RTP que “a Organização Mundial de Saúde está atenta”.

“As evidências são realmente muito fortes de que [as partículas] são  altamente prejudiciais para a saúde, muito mais do que as partículas  mais grosseiras, usualmente monitorizadas e cujos limites estão  estabelecidos”, frisou Margarida Lopes.

Por essa razão, a investigadora acredita que, “num futuro muito  próximo, a Organização Mundial de Saúde recomendará” um limite para  estes valores.

O estudo, publicado na revista científica Atmospheric Pollution Research,  constatou que “a emissão de partículas ultrafinas pelos aviões” é  “absolutamente brutal” e que, “dadas as circunstâncias do aeroporto de  Lisboa, completamente no centro da cidade”, com os aviões ao passarem  “bastante baixo quando vão aterrar”, o número de partículas “aumenta  imenso no local para onde elas forem empurradas”.

As partículas entram no corpo por via respiratória,  dérmica ou por  ingestão e “são bastantes prejudiciais para os pulmões, mas não só,  porque passam para a corrente sanguínea e daí chegam a qualquer parte do  corpo”, adiantou a investigadora à agência Lusa.

As concentrações destas partículas ultrafinas são também bastante  elevadas na zona do Campo Grande ou Amoreiras. De acordo com estudos  internacionais, as salas de espera dos aeroportos também costumam ser  alvo de grande concentração de partículas.

“O estudo efetuado conclue que pessoas que trabalham, vivem ou passam  uma quantidade considerável de tempo perto do aeroporto, estão expostas  a elevadas concentrações” de partículas ultrafinas com “uma magnitude  que constitui à partida um risco considerável para a sua saúde”,  determinou a investigação.

* Com informações da Agência Lusa e da RTP, emissora pública de televisão de Portugal