"A imposição de regras do Green Pass em certos locais é necessária apenas para pressionar o público a se vacinar, e não por razões médicas, disse Horowitz, antes da reunião semanal do Gabinete”, relata o Jewish News Syndicate.

Sem saber que suas palavras estavam sendo transmitidas ao vivo para a nação no Canal 12, Horowitz disse à Ministra do Interior Ayelet Shaked que não apenas o passe deveria ser removido como um requisito para jantar em restaurantes ao ar livre, mas "para piscinas, também, não apenas em restaurantes”.

"Não há justificativa médica ou epidemiológica para o passaporte da Covid, ele se destina apenas a pressionar os não vacinados a vacinar", afirmou o Ministro da Saúde de Israel.

“A questão é, estou lhe dizendo, nosso problema são as pessoas que não são vacinadas. Precisamos [influenciá-las] um pouco; caso contrário, não sairemos dessa [situação de pandemia]”, disse Horowitz.

O Ministro da Saúde reconheceu ainda que o passe nem mesmo estava sendo aplicado na maioria dos locais.

“Há uma espécie de universalidade no sistema de Green Pass, exceto nos shoppings, onde acho que deveria ser imposto, [porque] agora está claro que não se aplica a lugar nenhum”, disse Horowitz.

Israel já foi elogiado por seu programa bem-sucedido de vacinação e pela velocidade com que introduziu passaportes de vacinas.

O Green Pass foi anunciado como uma "visão inicial de como sairemos do lockdown".

Embora a ameaça inicial de que os não vacinados seriam proibidos de entrar em vários locais públicos tenha convencido muitos jovens a receber a vacina, o sistema de Green Pass raramente foi aplicado e acabou descartado no final de maio.

Mas assim que as infecções voltaram a crescer em Israel, o passe foi reintroduzido em 20 de agosto e expandido.

A exigência sugere que o passaporte é necessário porque os vacinados precisam ser protegidos de não vacinados – implicando que a vacina não funciona.

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