Mourão afirmou também que as expectativas apontam para um desempenho maior e melhor.

“Temos procurado construir relações de confiança e criar o ambiente propício para a ampliação e a diversificação das relações econômicas com a China. Essa disposição mostra-se ainda mais pertinente no contexto de acirramento do enfrentamento econômico e comercial entre China e Estados Unidos”, disse Mourão.

“O mundo acompanha com apreensão a escalada das barreiras tarifárias e o aumento do risco de recessão mundial. Sabemos que ganhos de curto prazo para o Brasil, como a demanda por soja, podem ficar comprometidos pela redução global da atividade econômica ou pelo desequilíbrio dos mercados no mais longo prazo".

"A instabilidade política não contribui para o progresso econômico", ressaltou.

Antes da apresentação de Mourão, o embaixador chinês no País, Yang Wanming,  afirmou que a disputa comercial com os EUA traz incerteza ao andamento da  cooperação chinesa com o Brasil, sem detalhar a que riscos fazia  referência.

O diplomata disse que a China deverá dobrar o seu consumo de carne  bovina até 2026, o que favorece o Brasil, grande exportador do  produto. Disse, ainda, que o governo de Xi Jinping quer "reduzir ainda  mais as tarifas alfandegárias e diminuir os custos institucionais das  exportações" na relação bilateral com o Brasil.

Mourão disse que o governo do Presidente Jair Bolsonaro “está realizando as reformas necessárias para que o Brasil ingresse em um novo ciclo de crescimento econômico. Contamos com a China como parceiro nesse percurso”.

Segundo ele, o Brasil vem tentando criar o "ambiente político propício" e  um clima de confiança para diversificar as exportações à China. O Presidente em exercício disse ainda que a guinada no consumo interno chinês, bem como  a disposição da China em fazer investimentos em infraestrutura no  exterior, são oportunidades para o Brasil.

Na avaliação de Mourão, "a visita do Presidente Bolsonaro a Pequim em outubro  irá conferir novo impulso para o diálogo político bilateral, assim como a  vinda do Presidente Xi Jinping a Brasília para a cúpula dos Brics, em novembro."

"O colosso asiático  não deve ser visto apenas como destino fácil para exportação de commodities. A China amplia e diversifica sua presença política e  econômica no exterior, apresentando-se como protagonista", disse.

* Com informações da Agência Brasil, Estadão e Folha.

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