“Minha intenção é apresentar imagens de impacto que despertem o olhar das pessoas”. Alfonso Ballestero na abertura da exposição Flores Silvestres no Museu Histórico Paulo Setúbal. Foto Divulgação/Tatini Campos
“Minha intenção é apresentar imagens de impacto que despertem o olhar das pessoas”. Alfonso Ballestero na abertura da exposição Flores Silvestres no Museu Histórico Paulo Setúbal. Foto Divulgação/Tatini Campos

“Esses registros foram colhidos dentro do perímetro do centro expandido de São Paulo”, conta Ballestero. “Começaram a fluir num lampejo do olhar. Estava voltando para o meu ateliê quando, daquele olhar sem ver, algo me tocou”.

Se lêssemos o agitado cotidiano de uma metrópole como um grande espetáculo, poderíamos entendê-la como um conjunto de cenas que se sobrepõem, chegando a um processo de nivelamento e de anulação uns dos outros. Esses núcleos de ação, e até mesmo de tribos, convivem, ora se cruzando, ora se mesclando, ora se ignorando. Vez ou outra um núcleo se destaca e os demais se voltam para ele.

Mas, de quantos anonimatos se constitui uma metrópole?

Alfonso Ballestero-Álvarez, 2007

Na série de gravuras existe o desejo de uma narrativa com descrição radical.

O tema é o corpo humano em sua totalidade expressiva, o movimento e sua plasticidade, em uma sequência de xilogravuras que podem ser apreciadas através dos valores estéticos intrínsecos à sua própria linguagem.

De quantos invisíveis se constitui uma metrópole?

Segundo levantamento da Prefeitura, 25 mil pessoas estão em situação de rua na cidade de São Paulo em janeiro de 2020. Entidades sociais afirmam que o número ultrapassa 32 mil pessoas, o dobro do último censo, realizado em 2015.

Os pesquisadores do censo consideram que população em situação de rua é toda e qualquer pessoa que durma em praças, calçadas, marquises, baixos de viadutos, terrenos baldios, cemitérios e carcaças de veículos.

Também estão inseridos neste grupo os moradores de rua acolhidos, aqueles que pernoitam em albergues públicos ou em entidades sociais.

Dos 25 mil 'invisíveis' em situação de rua, apenas 12 mil estão 'acolhidos', na maior e mais rica cidade da América do Sul.

Museu Casa da Xilogravura
Mostra Alfonso Ballestero
Data: 2 de janeiro a 23 de março de 2020
Horário: das 9 às 12 e das 14 às 17 horas, de quinta a segunda-feira
Endereço: Av. Eduardo Moreira da Cruz, nº 295 – Vila Jaguaribe, Campos do Jordão – SP
Contato: (12) 3662 1832
Entrada: R$ 10,00
Acima de 60 anos, professores e estudantes: R$ 5,00
Menores de 12 anos: grátis
Professores, funcionários e alunos da USP: grátis
Grupos agendados de alunos de escolas gratuitas: grátis

* Com dados e informações da Casa da Xilogravura, Secretaria Especial de Comunicação da Prefeitura de SP

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