“Há uma grande maioria de países favoráveis à ideia de que devemos, quando estamos a apoiar e a formar Forças Armadas em países pouco estruturados, ter a possibilidade de apoiar também com equipamento letal. Não faz sentido que sejam forças desarmadas”, disse o Ministro João Gomes Cravinho à agência Lusa.

O Ministro está participando de um encontro de pares europeus em Berlim, em preparação para a reunião formal de ministros da Defesa marcada para novembro, em Bruxelas.

"Devemos agora conseguir duas coisas de uma vez: fazer a Europa sair da crise provocada pelo coronavírus, e alcançar uma maior capacidade de ação e ser mais resilientes como europeus num mundo que muda de forma dramática", afirmou a Ministra da Defesa da Alemanha, AnnegretKramp-Karrenbauer, à entrada do encontro.

A reunião discute a operacionalização da política comum de segurança e defesa – ações concretas no terreno com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e com a Organização das Nações Unidas (ONU), mas o assunto dominante é a “bússola estratégica comum europeia” e as suas “metas e objetivos”, em especial, o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, com a possibilidade da UE  fornecer armamento letal a Forças Armadas de outros países, tal como já faz a Rússia e outros.

O Ministro da Defesa admitiu que a “esmagadora maioria” dos países da UE é a favor de armar países terceiros, uma "necessidade fundamental" do bloco.

“Há dois países, por razões de neutralidade constitucional – Irlanda e Áustria –, que têm dificuldade com isto. Contudo, também querem uma solução que não impacte a vontade da esmagadora maioria", ressaltou Gomes Cravinho.

"Estamos à procura de uma solução de natureza jurídica que seja satisfatória para eles, mas que não impeça a União Europeia (UE) de avançar numa necessidade fundamental para a afirmação como uma unidade que pode apoiar a segurança e a estabilidade, particularmente na África”, afirmou o Ministro da Defesa Nacional.

* Com informações da Lusa, EurAsian Times

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