O Ministro das Comunicações, Fábio Faria, tinha informado na terça-feira (20), em rede social, que a negociação para compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da BioNTech/Pfizer começou há cerca de 20 dias.

Nesta-quarta (21), Queiroga confirmou as tratativas com o fabricante.

“Estamos em tratativas avançadas para aquisição e para firmar novo contrato de mais 100 milhões de doses da vacina Pfizer com vistas ao ano de 2022”, disse em coletiva.

Vacinação

As 100 milhões de doses do primeiro contrato serão distribuídas apenas nas capitais, que têm capacidade de armazenamento de baixa temperatura.

A bula da vacina da Pfizer / BioNTech diz que ela deve ser armazenada entre -80ºC e -60ºC, com duração de até seis meses, ou pode ser armazenada em temperaturas normais de refrigeração (2ºC a 8ºC) por até cinco dias, antes de misturar com um diluente salino.

Contudo, a Pfizer disse que novos dados demonstram que sua vacina pode ser mantida estável quando armazenada entre -25ºC e -15ºC por até duas semanas.

A coordenadora do PNI (Plano Nacional de Imunização), Francieli Fantinato, disse que o Ministério da Saúde precisa "trabalhar com a realidade do País".

"Inicialmente, vamos receber o material no nosso departamento de logística em São Paulo e distribuir para as centrais estaduais, que podem armazenar [a vacina] a -20ºC por 14 dias", explicou. "A partir do momento que armazenamos as doses em salas de vacinação, é na temperatura de 2ºC a 8ºC por cinco dias".

Segundo Francieli, o Ministério está selecionando os centros de vacinação e capacitando equipes para dar vazão ao quantitativo de vacinas sem perdas.

A Pfizer deverá entregar 15,5 milhões de doses da vacina Comirnaty entre abril e junho, ante uma previsão original de 13 milhões de doses.

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