O Ministério da Saúde (MS) destinou R$ 5,63 bilhões -- equivalente a US$ 10 por dose, para a aquisição da vacina Comirnaty, da Pfizer, a primeira com registro definitivo no Brasil. O MS também contratou 38 milhões de doses da vacina experimental da Johnson & Johnson / Janssen, no valor de R$ 2,14 bilhões.

As contratações foram realizadas sem licitação.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que os contratos com as farmacêuticas Pfizer e Janssen “foram concluídos e assinados”.

Segundo a pasta, o cronograma de entregas acordado no contrato com a Pfizer prevê a entrega de 13,5 milhões de doses no 2º trimestre de 2021 e os 86,5 milhões restantes no 3º trimestre.

“Cabe ressaltar que o cronograma de entrega das vacinas é enviado ao Ministério da Saúde pelos laboratórios e está sujeito a alterações, de acordo com a disponibilidade de doses e a real entrega dos quantitativos realizada pelos fornecedores”, destaca a nota.

Na segunda-feira (15), o Ministro Pazuello já tinha antecipado que os contratos com a Pfizer, Janssen, e também com a União Química, estavam finalizados.

"Sim, eu estou informando à população que nós já concluímos a contratação da União Química da Sputnik, da Pfizer e da Janssen (J&J). Todas essas contratações foram finalizadas a partir da lei que foi sancionada, se não me engano, quarta-feira da semana passada. Só para que os senhores compreendam a velocidade administrativa desse trabalho", afirmou o então Ministro da Saúde.

"A partir da lei, sancionada na quarta-feira, hoje, segunda-feira, estou informando que já fizemos essas contratações completas, com tudo que foi solicitado em termos de cláusulas", acrescentou.

Em 8 de março, o Assessor Especial do Ministério da Saúde Airton Soligo explicou que o contrato com a Pfizer previa a entrega 99 milhões de doses este ano, sendo 2 milhões em maio, 7 milhões em junho e o restante no segundo semestre. Segundo ele, a Pfizer se comprometeu a antecipar 5 milhões de doses, a serem entregues entre maio e junho – totalizando 14 milhões de doses no primeiro semestre.

Além disso, a entrega de cerca de 60 milhões de doses da vacina da Pfizer estava concentrada no último trimestre do ano, mas, de acordo com Soligo, haveria um esforço para antecipar esses lotes para o terceiro trimestre.

Janssen

No caso da vacina da Janssen, a farmacêutica ainda precisa complementar os dados fornecidos para análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota, a agência regulatória informou que ainda falta fechar as informações referentes à cadeia de produção da vacina da Janssen que virá para o Brasil, que não seria a mesma da Europa.

No dia 12 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, em caráter emergencial, a vacina da Janssen, de dose única, para prevenção de covid-19.

A expectativa do Ministério da Saúde é receber 17 milhões de doses do imunizante da Janssen no terceiro trimestre de 2021 e 21 milhões no quarto trimestre.

* Com informações da Agência Brasil

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