Policiais federais e rodoviários federais deflagraram nesta terça-feira (12), a Operação Naftalina, dedicada a desmantelar uma quadrilha que adulterava combustíveis, além da prática da lavagem de dinheiro e outros crimes.

No comando da estrutura criminosa, foi identificado um miliciano do Estado do Rio de Janeiro, ex-vereador da cidade de Duque de Caxias (RJ), apontado como chefe da quadrilha, que, além de utilizar outras pessoas para ocultar o patrimônio auferido com os crimes e os reais operadores do esquema, investia a maior parte dos lucros em outras atividades criminosas ligadas à milícia.

As primeiras ações relativas à Operação Naftalina ocorreram após uma série de abordagens a caminhões tanque realizadas pela Polícia Rodoviária Federal, que detectou irregularidades nas notas fiscais de cargas de nafta solvente e álcool hidratado oriundos de outros Estados.

Os produtos eram transportados até um pátio clandestino em Vila Velha/ES, onde os materiais eram misturados e recebiam coloração de gasolina. A venda ao consumidor final era feita em pelo menos oito postos de combustíveis da organização criminosa, situados em sua maioria no município de Cariacica, na Grande Vitória.

Foi apurada a utilização de 1,375 milhão de litros de nafta solvente e cerca de 370 mil litros de álcool hidratado. O custo do litro saia por R$ 3,15 para a quadrilha.

Os bens usados nas operações, como os caminhões e os postos de combustíveis, estão em nome de "laranjas". Segundo a PF, são bens que foram adquiridos com o dinheiro proveniente da própria adulteração de combustíveis e de outros crimes.

A operação, deflagrada nos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, contou com 160 policiais da PF e da PRF para cumprimento de 9 mandados de prisão preventiva, 6 mandados de prisão temporária e 8 medidas cautelares de suspensões de atividade econômica.

Também foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, sendo 21 na Grande Vitória, dois em São Paulo (Ribeirão Preto e Piracicaba) e quatro no Rio de Janeiro (Rio, Casimiro de Abreu, Bom Jesus do Itabapoana e Duque de Caxias. Medidas de sequestro de bens dos investigados também foram tomadas.

* Com informações da Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo

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