Concluímos hoje as negociações do  Acordo de Livre Comércio entre MERCOSUL e EFTA (Suíça, Noruega,  Islândia e Liechtenstein), que tem PIB de US$1,1 trilhão e é o 9° maior ator comercial do mundo. Mais uma grande vitória de nossa diplomacia de  abertura comercial. 👍🇧🇷— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) August 23, 2019

O acordo  prevê compromissos de redução tarifária, simplificação regulatória nas áreas de serviço, investimento, compras governamentais, facilitação de comércio, cooperação aduaneira, medidas sanitárias e fitossanitárias e  desenvolvimento sustentável.

As conversações entre os dois blocos começaram em janeiro de 2017 e foram concluídas agora, após dez rodadas de negociações.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o  Brasil pode ser beneficiado com redução ou eliminação de tarifas de 39  diferentes produtos nas transações comerciais com o EFTA (European Free Trade Association).

O anúncio ocorre menos de dois meses após o Mercosul concluir o maior  acordo comercial de sua história, fechado com a União Europeia em junho.

Outros acordos ainda em negociação envolvem o Canadá e a Coreia do  Sul.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o  acordo será mais um passo importante para aumentar a inserção  internacional tanto da indústria como da economia em geral.

“O Brasil  possui oportunidades em 540 grupos de produtos para exportação ao bloco  europeu, em especial para a Suíça. Mais de 60% das exportações  brasileiras para a economia desse mercado enfrentam tarifas”, destacou a  entidade.

Segundo a CNI, existe um grande espaço para a expansão  do comércio de serviços, principalmente nos setores de arrendamento e  serviços de transporte marítimo. Em relação ao comércio de produtos, os  principais bens beneficiados seriam carnes bovinas, preparações  alimentícias, óleos de soja, autopeças, papel e cartão.

O acordo terá  de ser votado pelos parlamentos dos países do Mercosul e do EFTA para  entrar em vigor.

Atualização 24/08/2019

Acordo ampliará mercado para produtos brasileiros

24/08/2019 - 14:36
André Richter - Repórter da Agência Brasil – Brasília

O acordo entre o Mercosul e o bloco de países europeus da  Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) vai ampliar mercados para  produtos brasileiros e aumentar a competitividade da economia nacional. O  governo brasileiro manifestou essa expectativa hoje (24) em nota  conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da  Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nesta sexta-feira (23), após 10  rodadas de negociações, iniciadas em 2017, os dois blocos chegaram a um  acordo comercial, que terá de ser votado pelos parlamentos dos  países-membros para entrar em vigor.

Na nota conjunta, os três ministérios afirmam que o mercado  brasileiro terá facilidade de acesso ao bloco formado por Suíça,  Noruega, Islândia e Liechtenstein, que tem Produto Interno Bruto (PIB)  de US$ 1,1 trilhão e população de 14,3 milhões de pessoas.

"O acordo ampliará mercados para produtos e serviços brasileiros,  promoverá incremento de competitividade da economia nacional, ao reduzir  custos produtivos e garantir acesso a insumos de elevado teor  tecnológico com preços mais baixos. Os consumidores serão beneficiados  com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos".

De acordo com os ministérios, após entrar em vigor, o acordo  permitira acesso preferencial para produtos agrícolas exportados pelo  Brasil, por meio isenção de tarifas ou cotas, e a abertura de  oportunidades comerciais a diversos produtos, como carne bovina, carne  de frango, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado,  frutas e sucos de frutas.

"Segundo estimativas do Ministério da Economia, o  acordo Mercosul-Efta representará um incremento do PIB brasileiro de US$  5,2 bilhões em 15 anos. Estima-se um aumento de US$ 5,9 bilhões e de  US$ 6,7 bilhões nas exportações e nas importações totais brasileiras,  respectivamente, totalizando um aumento de US$ 12,6 bilhões na corrente  comercial brasileira. Espera-se um incremento substancial de  investimentos no Brasil, da ordem de US$5,2 bilhões, no mesmo  período",diz a nota.

O anúncio do acordo foi  feito ontem pelo presidente Jair Bolsonaro e ocorreu menos de dois  meses após o Mercosul concluir o maior acordo comercial de sua história,  fechado com a União Europeia em junho.

* Colaborou Wellton Máximo. Com informações do O Globo. Edição: Frontliner.