Segundo a Fitch Ratings, as taxas de inflação na Rússia, Brasil, Polônia e Índia estão bem acima das metas dos bancos centrais.

"A demanda doméstica refez a maioria das perdas relacionadas à pandemia em alguns países emergentes e até mesmo a excedeu na Turquia. Em outros, a recuperação foi desigual, fazendo com que os governos estendessem ou aumentassem os gastos com programas de auxílio", informa o relatório.

O texto sugere que, em muitos países de mercados emergentes, o aumento da inflação é decorrente das paralisações das atividades econômicas (lockdowns) e das restrições impostas de circulação de pessoas, produtos e serviços.

"Maiores gastos, combinados com a interrupção do fornecimento, ajudaram a elevar a inflação em muitos países emergentes. Para a maioria dos EMs, uma combinação do salto nos preços das commodities, recuperação na demanda doméstica com a reabertura das economias, gargalos de fornecimento e questões logísticas – bem como fatores específicos, incluindo secas no Brasil e no México, impulsionaram a inflação", afirma o relatório da Fitch Ratings.

A agência pondera que muitos desses fatores parecem temporários. Contudo, ressalta que as pressões inflacionárias domésticas tem sido desiguais.

"Em alguns países emergentes, os mercados de trabalho estão se estreitando à medida que as taxas de desemprego diminuem, mas a pressão salarial parece ser baixa, enquanto o repasse para os preços ao consumidor parece limitado. Além disso, os hiatos de produção permanecem negativos, embora se estreitarão ao longo do tempo à medida que as economias se recupera. Rússia, Turquia e Polônia têm hiatos de produção negativos menores".

* Com informações da Fitch Ratings

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