Desta vez, foram avaliados mais de dez mil cursos da área de  licenciatura, de ciências exatas, como Ciências da Computação,  Engenharias e Sistema de Informação e cursos de tecnologia.

Além dos que alcançaram a nota cinco, numa escala que vai de um a  cinco, 22% alcançaram a nota quatro no Enade, ambas consideradas muito  boas. Cerca de 40% dos cursos, alcançaram a média três. Os piores  desempenhos foram em 28% com a pontuação dois e 5% com a nota um.

A avaliação dos cursos presenciais mostra que entre os concluintes  desta modalidade, 6% alcançaram o conceito máximo. Entre os cursos à  distância, apenas 2,4% chegaram nesse patamar. Para o ministro da  educação, Rossieli Soares, o ensino à distância precisa ser acompanhado,  na questão da qualidade, mas é importante para a inclusão social.

"Na questão da qualidade, nós tivemos uma concentração no conceito  três, que é razoável, mas também no conceito dois como um alerta para a  educação à distância. Está trazendo uma oportunidade de inclusão para  aquela mãe ou pai, aquele casal que já está inserido no mundo do  trabalho, que não consegue ter tempo muitas vezes para educação  presencial ou não tem oportunidade de estar na educação presencial,  estar procurando a educação à distância", explica o ministro.

As universidades federais tiveram bom desempenho, sendo as que mais  tiveram cursos com a pontuação máxima, seguidas das estaduais. O  ministro atribui o bom desempenho das públicas a mais de um fator.

Outro ponto importante avaliado foi o IDD, Indicador de Diferença  entre os Desempenhos Esperado e Observado. O índice compara o desempenho  dos concluintes no ensino superior com o desempenho deles no Exame  Nacional do Ensino Médio (Enem). Assim, o MEC consegue ter uma noção do  quanto o curso superior agregou conhecimento ao estudante. Menos de 5% dos cursos conseguiram agregar o máximo de conhecimento aos concluintes.  Quase 60% agregaram valor satisfatório e menos de 4% agregaram valor  muito baixo.

Em relação ao perfil dos concluintes avaliados em 2017, mais da  metade era de pessoas brancas. As pretas não chegaram a 10%. Pardas  correspondiam a 33% do total de avaliados. Entre os que não possuíam  nenhuma renda para se manter no ensino superior, 22% eram beneficiários do Fies, Financiamento Estudantil, ou do Prouni, o Programa Universidade Para Todos.