Atualização 21/08 - O Presidente Bolsonaro confirmou hoje (21) que o Programa de Auxílio Emergencial será estendido até dezembro de 2020. A expectativa é que os valores das parcelas sejam divulgados na terça-feira (25), quando Bolsonaro anunciará medidas do Governo Federal para recuperação da economia.
Atualização 28/08 - Nesta sexta-feira (28), o Tesouro Nacional aumentou para R$ 4,9 trilhões o teto da Dívida Pública Federal (DPF) para o fim de 2020 devido aos gastos extras com a pandemia.

Segundo Meirelles, a recuperação vai depender das políticas macroeconômicas do País, “mas não há dúvidas de que, mantido o ritmo atual, teremos uma recuperação muito mais cedo do que se esperava”.

Os números positivos de junho, e indicações de que julho e agosto devem trazer melhora substancial da economia, sugerem uma recuperação em menos tempo.

"A expectativa era para algo mais tarde, durante o ano de 2021”, disse o Secretário  à imprensa.

Para Meirelles, os setores que tiveram retração mais acentuada, como o comércio, deverão se recuperar à medida em que a economia comece a retomar.

Contudo, o ex-Ministro da Fazenda e ex-Presidente do Banco Central (BC) cobra uma ação mais “vigorosa” da equipe econômica em defesa do teto de gastos. A regra que limita o crescimento das despesas da União foi proposta por Meirelles durante o governo Michel Temer e aprovada no fim de 2016.

"É compreensível que governantes de uma maneira geral tenham a tentação de aumentar as despesas e fazer projetos que interessem ao governo, seja no Executivo ou a parlamentares. O problema é que isso tem limites e custos. E o País já chegou a esse limite. O Brasil atingiu um nível de dívida pública que não é sustentável. Isso já antes da pandemia. Na pandemia, todos entendem que há um fato que gerou um aumento de despesas enorme para proteger a vida dos brasileiros e proteger a economia. Após a pandemia, no entanto, isso não pode acontecer. Caso contrário, vamos sair de uma crise econômica criada pela pandemia e entrar numa crise econômica criada por descontrole fiscal. É fundamental a manutenção rigorosa do teto de gastos terminada a pandemia. O teto de gastos restabeleceu a confiança, o crescimento e permitiu a queda da inflação e da taxa de juros", disse Meirelles ao O Globo.

"Está havendo cada vez mais uma defesa de voltarmos à expansão fiscal descontrolada. É importante que a equipe econômica passe a defender vigorosamente o teto de gastos. Apenas a Constituição sozinha, sem defesa, não vai ser capaz disso".

* Com informações do O Globo

Veja também:

Leitura recomendada: