O Enem também passará por mudanças para adequar-se ao novo Ensino Médio, que começa a ser aplicado este ano em todo o País.

Nos novos currículos escolares, permanece um núcleo comum de disciplinas, definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com possibilidade de ênfase nas áreas de Linguagem, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Técnico, à escolha do aluno mas com oferta dependente da capacidade das redes de ensino.

O cronograma definido pelo MEC prevê a implementação do novo modelo de ensino a partir deste ano, de forma progressiva, pelo 1º ano do Ensino Médio. Também em 2022 deverão ser divulgadas as diretrizes do novo Enem.

O novo modelo de prova do Enem somente será implementado após concluídas as mudanças no Ensino Médio, em 2024. As avaliações do Enem em 2022 e 2023 manterão o mesmo formato das provas aplicadas em anos anteriores.

As propostas para o novo Enem são resultado das discussões do grupo de trabalho formado pelo MEC, por Secretários de Educação estaduais, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Na segunda-feira (14), o CNE aprovou parecer que acata as sugestões do grupo. Após a homologação do MEC, caberá ao Inep definir quais serão as diretrizes da nova avaliação e o formato das questões. Ao final, as universidades também terão autonomia para definir como usarão as notas e como aplicarão as bonificações.

“O Enem precisa acompanhar a evolução da educação brasileira, as avaliações internacionais e a reforma do Ensino Médio. A mensagem final que trazemos é que o novo Enem valorizará ainda mais a capacidade de reflexão. O modelo aqui apresentado contempla a flexibilidade curricular, permitindo que as aptidões e as escolhas de nossos jovens sejam consideradas”, diz o Ministro da Educação, Milton Ribeiro.

O que muda

Segundo Rabelo, o modelo atual de dois dias de aplicação da prova do Enem deverá ser mantido.

No primeiro dia, a prova avaliará o conhecimento do aluno das disciplinas do núcleo comum, além da redação, com um maior número de questões em Português e Matemática. A prova de Inglês será integrada às demais áreas. “Pode ter uma questão de História com o texto escrito em língua inglesa para o estudante avaliar”, exemplifica Rabelo.

A segunda etapa do exame será voltada para a formação específica recebida no Ensino Médio. Na inscrição, os estudantes poderão escolher responder questões de Linguagens, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Matemática, ou Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

As universidades vão decidir quais áreas serão cobradas para ingressar em cada um dos cursos ofertados no Ensino Superior.

Formação técnica

No Ensino Médio, os estudantes também poderão optar por uma formação técnica e profissional. Como são muitos os cursos técnicos e as áreas de conhecimento, não sendo factível realizar provas específicas, a proposta do MEC é conceder uma bonificação na nota do estudante com formação técnica ao disputar vagas no Ensino Superior pelo Enem.

“Estamos introduzindo a proposta de bonificação para estudante que fez formação técnica. Ele não está dispensado, vai fazer o bloco [de questões] de acordo com o curso superior que deseja e a instituição [de ensino superior] aponta. A nota dele vai ter uma ponderação de acordo com aderência da formação técnica dele ao curso superior pretendido”, explica Rabelo.

* Com informações da Agência Brasil

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