A  guerreira do povo Tembé, Brasilice Tembé, de 78 anos, viajou 24 horas  com uma comitiva do Maranhão. Ela pede mais ações do governo para o  combate ao desmatamento e à mineração ilegal.

Outra  demanda das mulheres indígenas é a regularização das terras e o combate à violência. Elas falaram sobre o assunto na tarde dessa segunda-feira  (12) em audiência com as ministras do Supremo Tribunal Federal, Carmen  Lúcia e Rosa Weber.

Mais cedo, as lideranças chegaram a  ocupar a Secretaria Especial de Saúde Indigena, no Ministério da Saúde. Elas se posicionaram contra a municipalização e a privatização do  atendimento à saúde.

Maura Arapiun, uma das  coordenadoras da Marcha das Mulheres, defende que os povos indígenas  sejam ouvidos antes de qualquer alteração no modelo de assistência.

O  ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e a Secretária de Saúde Indígena, Silvia Nobre Waiãpi, estiveram na Defensoria Pública da União nesta segunda-feira (12) para ouvir as reivindicações das mulheres  indígenas. Em nota, o ministério diz que está aberto ao diálogo e que o  principal foco é a fiscalização dos serviços prestados para promover a  melhoria da saúde dos indígenas.

A Marcha das Mulheres Indígenas segue até quarta-feira (14) com debates, atos, shows e caminhadas pelas ruas de Brasília.