Os gastos das famílias dos EUA estão começando a mostrar os efeitos do novo estímulo federal de US$ 1,9 trilhão, e a contração da zona do euro no primeiro trimestre, devido à última onda da pandemia, foi menor do que os economistas esperavam, prevendo-se aumento dos gastos do consumidor nos próximos meses, conforme as empresas do setor de serviços reabrem.

Os números de crescimento dos EUA no primeiro trimestre de 2021 divulgados na quinta-feira (29) deixaram a produção da economia apenas 0,9% abaixo do pico pré-pandêmico e os cheques de estímulo de Washington impulsionaram a renda das famílias em muito mais do que o crescimento das despesas, resultando em saldos positivos significativos – espera-se que o aumento do consumo ajude os EUA a recuperar o terreno perdido durante a pandemia já no final de junho.

A produção da zona do euro ainda está 5,5% abaixo do pico pré-pandêmico, mas economistas disseram que há espaço para um rápido crescimento no segundo semestre do ano à medida que o programa de vacinação da Europa acelera e a disseminação do coronavírus diminui.

Economistas do Citi disseram ao Financial Times que há uma chance da zona do euro recuperar seu nível pré-pandêmico de produção antes do final do ano, enquanto Holger Schmieding, economista-chefe do banco Berenberg, prevê um aumento na demanda a partir de maio que irá recuperar o nível de produção bem antes do final de 2021.

O crescimento mais rápido do que o previsto e os fortes gastos em ambos os lados do Atlântico farão pressão sobre o Federal Reserve dos EUA e o Banco Central Europeu para limitar suas medidas de estímulo emergenciais. Mas os bancos centrais das principais economias avançadas do mundo têm sido unânimes em dizer que desejam ver fortes evidências de uma inflação mais alta antes de reduzir as medidas de estímulo.

Até agora, todas as forças de inflação-reflação foram impulsionadas pela oferta. À medida que as vacinações atingem metas críticas de ampla distribuição, a perspectiva é de ocorrer inflação induzida pela demanda.

* Com informações do Financial Times

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