Entre as medidas está o pagamento de bônus salariais para todos os  tipos de trabalhadores (servidores públicos, de empresas privadas  e informais). Além disso, Macri prometeu congelar o preço da gasolina por 90 dias, aumentar o salário mínimo e permitir que pequenas e médias  empresas possam renegociar suas dívidas tributárias em 10 anos. Anunciou  ainda redução no imposto de renda dos aposentados e aumento de 40% no  valor das bolsas dos estudantes.

No pronunciamento, feito na Quinta dos Olivos, residência oficial  argentina, Macri começou pedindo desculpas pelo tom que usou na coletiva  de imprensa, após o resultado das eleições primárias do domingo.

"Quero me desculpar pelo que disse na conferência de segunda-feira.  Fiquei muito afetado pelo que aconteceu no domingo, e triste. Sobre o  resultado da votação, quero que vocês saibam que eu os entendi. Eu  respeito os argentinos que decidiram votar em outra opção."

As eleições do último domingo, que são conhecidas como "Paso" por  serem primárias, abertas, simultâneas e obrigatórias, servem como uma  grande sondagem nacional. O resultado foi negativo para Macri, que  obteve 32% dos votos, enquanto a chapa Alberto Fernández e Cristina  Kirchner alcançou 47%.

Esse resultado pode dar a vitória em primeiro turno para os  opositores, uma vez que precisam de apenas 45% dos votos ou 40% e dez  pontos de vantagem em relação ao segundo colocado.

"Muitos argentinos, depois de um ano e meio muito duro, disseram 'não  posso fazer mais'. Eles sentiram que o que eu pedia era muito difícil. E  hoje eles estão cansados, bravos. Chegar ao fim do mês, (se tornou) uma  coisa impossível para muitos. Eu entendo sua raiva, seu cansaço, apenas  digo a você para não duvidar do trabalho que fizemos juntos, porque é  muito, e há muito em jogo", disse o presidente.

Quanto à definição do aumento do salário mínimo, Macri afirmou que se reunirá, ainda hoje, com o Conselho de Salários.

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