"Os apelos do Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, para uma 'trégua humanitária' para a entrega segura da ajuda humanitária são desconcertantes", disse Pushilin à TASS.

"A Ucrânia está disposta a matar civis, destruir nossas casas, hospitais, escolas, nos privar de nossos direitos e liberdades tanto quanto quiser, mas de forma alguma se importa em 'salvar vidas'. O regime ucraniano não se importa com essa questão mesmo agora", apontou o chefe da DPR.

"Dada a quantidade de ajuda da Federação Russa, entregue com segurança, continuamente e sem permitir que as forças armadas da Ucrânia se reagrupem, não há sentido nas ações potencialmente perigosas que o Sr. Secretário-Geral da ONU nos sugere", acrescentou.

A Ucrânia supostamente está lutando por "valores europeus", mas os únicos que desejavam a luta real, contra os separatistas – majoritariamente étnico-russos, são grupos neonazistas ucranianos, que fazem parte da história moderna do país.

Deve-se notar que a Ucrânia foi ocupada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e parte da população ocidental do país simpatizou com a ideologia nazista, tendo sido formados batalhões de ucranianos que lutaram pelos nazistas.

 Mapa: © RGloucester/Wikimedia
Mapa: © RGloucester/Wikimedia

A guerra civil entre as repúblicas separatistas do Donbass e o governo da Ucrânia começou em 2014, após um golpe de estado planejado pelos Estados Unidos e executado com apoio militar de forças neonazistas, posteriormente integradas ao exército do país.

A Ucrânia bombardeia sua própria população de língua russa há 8 anos – 14 mil mortos e ninguém se importou. O Google agora pune quem tocar no assunto e o Facebook permite elogios aos regimentos nazistas, acusados de inúmeros crimes de guerra tanto pela ONU como pela Anistia Internacional, entre outras entidades.

"Durante todo esse período, a população das repúblicas foi submetida a abusos, bombardeios perenes por parte do regime de Kiev, que adotou abertamente um curso para a russofobia e o genocídio", disse o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em 25 de fevereiro.

"Todos esses anos, nossos colegas ocidentais estavam constantemente encobrindo o regime ucraniano, fazendo vista grossa para os crimes militares contra civis, para os assassinatos de mulheres, crianças, idosos, para a destruição da infraestrutura civil e silenciosamente encorajando a rápida ascensão do neonazismo e russofobia que no final levou à tragédia do país. E, claro, o Ocidente apoiou plenamente o regime de Kiev em suas tentativas de sabotar e finalmente destruir os Acordos de Minsk", acrescentou.

O Presidente da Rússia Vladimir Putin disse que a intervenção russa na Ucrânia foi conduzida para proteger as pessoas "que sofrem de abuso e genocídio pelo regime de Kiev há oito anos", após pedido de ajuda dos chefes das repúblicas Donbass.

Como fazem questão de anunciar, os EUA e a OTAN irão combater a Rússia até o último ucraniano.

Eles são quem são

Em fala ao parlamento grego em vídeo, no dia 7 de abril, o presidente ucraniano apresentou uma gravação de um soldado de uma das organizações neonazistas que dão sustentação militar ao seu governo.

O parlamentar Giorgos Varemenos expressou sua indignação na TVXS:

"A presença de um representante de um batalhão pró-nazista no parlamento grego foi um insulto. O presidente ucraniano, quando perguntado por um jornalista americano sobre os nazistas do batalhão Azov, declarou recentemente que 'eles são quem são, mas lutam'. Mas precisamente porque eles são quem são, eles não têm lugar no parlamento grego".

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