A apresentação do psicólogo e autor canadense foi precedida por um anúncio de dois inspetores da universidade de que estavam "presentes para defender a liberdade de expressão".

Em palestra de uma hora, Peterson explorou o tema Percepção e recorreu à teologia, neurociência, política e ópera para argumentar que a "verdade das coisas nos chama", descrevendo como grandes trabalhos de arte e obras arquitetônicas religiosas tornaram o milagre da percepção aparente.

Um protesto solitário emergiu em um desses momentos mais dramáticos.

Vestida de lagosta, em referência à famosa invocação das lagostas como um exemplo de hierarquia de dominação no livro 12 Regras para a Vida, a manifestante gritou "feminismo" e desapareceu.

Peterson riu e disse que, no que diz respeito aos protestos, ele achou muito espirituoso. Não houve manifestações fora do auditório.

No início de 2019, um convite para passar um tempo em Cambridge como acadêmico visitante foi rescindido após uma pequena campanha de reclamação.

Tornou-se um dos exemplos mais comentados de cultura do cancelamento, e estimulou membros do corpo docente de Cambridge a procurar reverter o que viram como uma rendição da universidade aos princípios da livre investigação.

Concluindo a apresentação, o Professor de Filosofia Arif Ahmed disse:

"Este evento marca, espero, o encerramento de um capítulo vergonhoso na história desta universidade. Por muito tempo temos trabalhado com as idéias absurdas de que as palavras são uma forma de pressão e que a fala é uma forma de perpetuar o dano, quando o oposto é verdadeiro. As palavras são instrumentos de libertação e a fala é uma alternativa ao mal".

Ahmed disse ainda que Jordan voltará para Cambridge.

"É uma importante vitória nesta batalha recuperar esta antiga instituição que desempenhou um papel tão importante na história deste país e na liberdade deste país".

Peterson falará no Cambridge Union nesta quarta-feira (24), no Oxford Union amanhã e participará de vários eventos em Westminster na próxima semana.

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