Revender máscaras pelo mesmo preço pelo qual foram compradas ou a preços mais baixos será permitido. A regra não impede distribuir máscaras para amigos e familiares.

O Governo japonês tinha pedido às empresas de comércio eletrônico que suspendessem a partir de 14 de março os leilões on-line de máscaras faciais, oferecidas a preços exorbitantes em sites como Rakuten e Mercari, mas a medida não foi suficiente para desencorajar os revendedores.

O Primeiro-Ministro Shinzo Abe prometeu aumentar o fornecimento de máscaras faciais do país para 600 milhões por mês, mas os fabricantes não conseguiram atender ao aumento repentino da demanda, com prateleiras vazias em farmácias e supermercados se tornando uma visão comum nas últimas semanas.

O medo da doença causada pelo novo coronavírus levou à escassez mundial de máscaras, desencadeando não apenas a compra de pânico, mas também atos criminosos, quando os oportunistas obtém máscaras para vender a preços inflacionados motivados pelo medo – recentemente ladrões roubaram 6.000 máscaras cirúrgicas de um hospital em Kobe.

De acordo com a Associação da Indústria de Produtos de Higiene do Japão, mais de 5,5 bilhões de máscaras faciais descartáveis foram fabricadas no Japão em 2018, das quais 4,3 bilhões foram para uso privado.

No Japão consciente das tendências, para muitas pessoas a máscara é um acessório de moda usado para marcar uma posição, sem relação com saúde ou higiene. Para outros, trata-se de obedecer às normas de etiqueta social.

Alguns especialistas aconselham que a lavagem das mãos é mais eficaz do que usar uma máscara facial e afirmam que máscaras reutilizáveis são perigosas para a saúde.

Os virologistas, por outro lado, têm dúvidas sobre a eficácia das máscaras contra vírus transmitidos pelo ar, embora exista alguma evidência que podem ajudar a impedir a transferência mão-a-boca.

* Com informações do The Japan Times

Veja também: