De acordo com o decreto de emergência da Itália, foi estabelecida uma estrutura nacional de três níveis – vermelho, laranja e amarelo – com regras diferentes dependendo da região.

Conte fez um pronunciamento na noite de quarta-feira detalhando o enquadramento inicial da regiões:

  • Zonas vermelhas (de alto risco): Lombardia, Calábria, Piemonte, Vale de Aosta
  • Zonas laranja (risco médio): Puglia, Sicília
  • Zonas amarelas: todas as outras regiões; Abruzzo, Basilicata, Campânia, Emilia-Romagna, Friuli Venezia Giulia, Lazio, Liguria, Marche, Molise Sardenha, Toscana Úmbria, Veneto e as províncias de Trento e Bolzano

As restrições da zona vermelha serão semelhantes às impostas no início deste ano durante o severo lockdown. Os residentes deverão permanecer dentro de sua comuna ou município, e só podem sair de casa para trabalhar, estudar, tratar da saúde ou outros motivos essenciais.

As lojas nas zonas vermelhas que não vendem produtos essenciais, como alimentos e produtos farmacêuticos, devem permanecer fechadas, e as escolas terão que passar para o ensino à distância a partir da segunda série do ensino fundamental. Contudo, fábricas poderão operar, igrejas e parques estarão abertos, cabeleireiros funcionarão, e restaurantes poderão servir refeições para consumo em outro local.

A nível nacional, foi decretado o toque de recolher às 22:00, o fechamento de museus e galerias, e a proibição dos centros comerciais funcionarem nos finais de semana. O número de passageiros no transporte público será reduzido de 80% para 50%, com exceção do transporte escolar.

Muitas outras regras, que já estão em vigor em toda a Itália há meses, permanecem em vigor sob o último decreto.

Cinemas, teatros, academias e piscinas foram fechadas por decreto anterior.

As casas de apostas, salas de bingo e fliperamas também estão fechadas, e as máquinas caça-níqueis em bares e outros negócios não podem ser usadas.

As regras para viajar para a Itália permanecem inalteradas. Viagens sem restrições ainda são permitidas na maioria dos países da União Europeia, bem como nos países da zona Schengen. Os viajantes de vários outros países europeus, incluindo o Reino Unido, devem fazer um teste antes ou na chegada à Itália.

O Ministério da Saúde da Itália decidirá a classificação das regiões com base no parecer de seu Comitê Técnico Científico (CTS), efetivamente contornando as autoridades regionais – muitas delas contrárias ao lockdown local ou outras medidas duras.

O Ministério da Saúde vai revisar a situação semanalmente e lançar novas portarias a cada 15 dias, de acordo com o novo decreto.

Os hospitais italianos registram 23.000 pacientes internados com covid-19 – 2.225 em UTIs.

As regras deveriam entrar em vigor nesta quinta-feira (5), mas foram adiadas para sexta-feira para as empresas impactadas se ajustarem.

* Com informações do The Local, Executive Digest

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