Atualização 15/02 -   A Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA) anunciou nesta segunda-feira (15) que não administrará a vacina da AstraZeneca / Oxford em indivíduos com mais de 65 anos devido à falta de dados.

A decisão marca uma reversão da declaração da semana passada do Vice-Ministro da Saúde sul-coreano Kim Gang-lip, que disse que maiores de 65 anos receberiam a vacina da AstraZeneca, a primeira a ser aprovada no país. A incapacidade de ser usada em maiores de 65 anos leva o programa de vacinação sul-coreano ao caos, já que profissionais de saúde e residentes idosos são os primeiros na fila.

Recentemente, Áustria e Portugal também decidiram não administrar a vacina da AstraZeneca / Oxford em pessoas com mais de 65 anos, somando 11 países (Suiça, África do Sul, Eswatini [Suazilândia], Polônia, Suécia, Alemanha, França, Itália, Áustria, Portugal e Coreia do Sul) com restrição total ou parcial ao uso do imunizante britânico.

Os países da União Europeia (UE) esperavam 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford para serem entregues no primeiro trimestre de 2020.

Na sexta-feira (22), a empresa disse que não havia “atraso programado”, mas que os embarques iniciais seriam menores do que o planejado anteriormente.

“Estaremos fornecendo dezenas de milhões de doses em fevereiro e março para a UE, à medida que continuamos a aumentar os volumes de produção”, disse a farmacêutica.

Conte acusou a AstraZeneca de uma “grave violação contratual” pela redução inesperada no número de doses que será entregue aos países da União Europeia.

“Esses atrasos nas entregas são graves violações contratuais, que causam enormes danos à Itália e outros países europeus, com efeitos diretos na vida e na saúde dos cidadãos, e em nosso tecido econômico e social, já severamente testado por um ano de pandemia”, disse Conte em rede social neste sábado (23).

Atrasos nas entregas também levaram a Itália a ameaçar com ação legal a Pfizer.

No início desta semana, Domenico Arcuri, comissário da Covid da Itália, disse que o país espera uma queda de 30% no número de doses da vacina BioNTech / Pfizer.

“A campanha de vacinação não pode ser retardada, especialmente quando se trata da administração de segundas doses para italianos que já receberam a primeira”, disse Arcuri.

“Tudo isso é inaceitável”, disse Conte. “Nosso plano de vacina, aprovado pelo parlamento italiano ... foi desenvolvido com base em compromissos contratuais livremente acordados e assinados por empresas farmacêuticas com a Comissão Europeia”.

Atualização 28/01 - A comissão de especialistas em vacinas do Robert Koch Institute, agência do governo federal alemão responsável pelo controle e prevenção de doenças, recomendou que o imunizante da AstraZeneca deve ser dado apenas a pessoas com idades entre 18 e 64 anos.

"Atualmente, não há dados suficientes disponíveis para avaliar a eficácia da vacina a partir dos 65 anos de idade", disse a Standing Vaccine Commission na resolução disponibilizada pelo ministério da saúde alemão na quinta-feira (28).

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soirot, reconheceu anteriormente que restrições em termos demográficos adequados para a vacina era uma possibilidade.

Atualização 29/01 - Emmanuel Macron afirmou que a vacina da AstraZeneca é praticamente ineficaz em pessoas com mais de 65 anos, após a Agência Europeia de Medicamentos ter recomendado o uso emergencial em adultos – incluindo os maiores de 65 anos.

“O verdadeiro problema com a AstraZeneca é que não funciona como esperado", disse o Presidente da França. "Hoje, tudo sugere que é quase ineficaz para quem tem mais de 65 anos – e alguns dizem quem tem mais de 60".

A maioria das pessoas hospitalizadas com covid-19 tem mais de 65 anos – é o grupo de maior risco de morte.

Atualização 29/01 - A comissão de vacinas da Alemanha manteve na sexta-feira (29) sua recomendação contra o uso da vacina da AstraZeneca em pessoas mais velhas, apesar da decisão do regulador da UE de autorizá-la para todos os adultos do bloco com mais de 18 anos.

* Com informações do Financial Times

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