O Primeiro-Ministro de Israel, Naftali Bennett, orientou que o país se prepare para uma campanha nacional de vacinação em massa, com aplicações em intervalo de pelo menos quatro meses após as pessoas terem recebido a terceira dose.

“Esta é uma notícia maravilhosa que nos ajudará a superar a onda de Ômicron que está engolfando o mundo”, disse Bennett nesta terça-feira (21), enquanto também alertava que Israel estava à beira de sua quinta onda da pandemia.

“Os cidadãos de Israel foram os primeiros no mundo a receber a terceira dose da vacina e continuamos a ser pioneiros com a quarta dose também”, disse Bennett.

O primeiro grupo elegível será composto por pessoas com 60 anos ou mais e profissionais da área médica.

A expectativa é que a campanha será iniciada no próximo domingo (26).

Reguladores de vários países estão considerando uma quarta dose apenas para subconjuntos de populações em risco, como pessoas imunocomprometidas.

Israel tem poucos casos confirmados de Ômicron, mas vem se preparando para uma onda semelhante à de Londres e New York. Arte: © Our World in Data
Israel tem poucos casos confirmados de Ômicron, mas vem se preparando para uma onda semelhante à de Londres e New York. Arte: © Our World in Data

Atualização 22/12/2021

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse nesta quarta-feira  (22) que nenhum país sairá da pandemia com doses de reforço.

De acordo com o comitê de peritos da OMS para a política vacinal, pelo menos 126 países deram instruções para a administração de uma dose de reforço ou para uma vacinação suplementar (por exemplo, de crianças), dos quais 120 já iniciaram as campanhas de inoculação com esse propósito.

Em entrevista coletiva, Tedros lamentou que os "programas indiscriminados de reforço tendem a prolongar a pandemia em vez de acabá-la, desviando as doses disponíveis para países que já têm altas taxas de vacinação, dando assim ao vírus mais oportunidade de se espalhar e sofrer mutações".

O chefe da OMS criticou ainda o uso de doses de "reforço" em crianças.

* Com informações do Financial Times

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