A maior parte do IED em 2018 é formada por investimentos no Brasil (US$ 88 bilhões, 48% do total regional) e no México (US$  37 bilhões, 20% do total).

A maior parte do capital que entrou na região  veio da Europa (que tem uma maior presença no Cone Sul) e dos Estados  Unidos (principal investidor no México e na América Central). A China,  por sua vez, perdeu participação em fusões e aquisições na América Latina e no Caribe.

Entretanto, as perspectivas para 2019 na América Latina e Caribe “não  são animadoras devido ao contexto internacional”. A expectativa da  Cepal é de queda de até 5% nas entradas de IED na América Latina e  Caribe este ano.

O IED é considerado a melhor forma de investimento por ser aplicado  no setor produtivo da economia e ser de longo prazo. O IED pode ser com  aporte de capital, empréstimo intercompanhia (entre empresas do grupo)  ou reinvestimento de lucros.

“Ao analisar os diferentes componentes do IED, observa-se que a  recuperação do dinamismo em 2018 não se baseou na entrada de aumentos de  capital, que seria a fonte mais representativa do interesse renovado  das empresas para se estabelecerem nos países da região, mas no  crescimento do reinvestimento dos lucros e dos empréstimos entre  empresas”, disse o documento.

O estudo mostra uma grande heterogeneidade nos resultados nacionais:  em 16 países, há um aumento das entradas em comparação com 2017 e, em 15  países, há uma diminuição.

Crescimento

O relatório afirma que, apesar do baixo crescimento econômico do  Brasil nos últimos anos, a entrada de IED aumentou 26% em 2018,  comparado a 2017.

“Os fluxos de capital por empréstimos entre companhias foram  determinantes para o aumento, já que se quintuplicaram em relação a  2017, chegando a representar 37% do total do IED”, disse o estudo.

Segundo a Cepal, 47% das entradas de IED em 2018 na América Latina e  Caribe foram direcionados para a indústria manufatureira, 35% para  serviços e 17% para recursos naturais. Por outro lado, as megaoperações  de fusão e aquisição transfronteiriças concentraram-se no Chile e no  Brasil, nos setores de mineração, petróleo e serviços básicos  (eletricidade e água).

Com relação ao comportamento das empresas transnacionais  latino-americanas, conhecidas como translatinas, o documento da Cepal  informou que a saída de IED dos países da América Latina diminuiu em  2018 pelo quarto ano consecutivo e alcançou US$ 38 bilhões, com 83% do investimento direto no exterior procedente do Brasil, Chile, Colômbia e México.

* Edição: Frontliner