O IDP de junho de 2021 é resultado de ingressos líquidos de US$ +2,5 bilhões em participação no capital e saídas líquidas de US$ -2,3 bilhões em operações intercompanhia. É o pior resultado para o mês nos últimos 5 anos.

O IDP de junho de 2020 foi de US$ +5,2 bilhões.

Em maio de 2021, os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ +1,2 bilhão, 48% abaixo da estimativa do Banco Central (BC).

Nos doze meses encerrados em junho de 2021, o IDP totalizou US$ 46,6 bilhões (3,02% do PIB), ante US$ 51,6 bilhões (3,38% do PIB) no mês anterior e US$ 65,8 bilhões (3,98% do PIB) em junho de 2020. Fonte/arte: © Banco Central
Nos doze meses encerrados em junho de 2021, o IDP totalizou US$ 46,6 bilhões (3,02% do PIB), ante US$ 51,6 bilhões (3,38% do PIB) no mês anterior e US$ 65,8 bilhões (3,98% do PIB) em junho de 2020. Fonte/arte: © Banco Central

Nos doze meses encerrados em junho de 2021, o IDP totalizou US$ 46,6 bilhões (3,02% do PIB), ante US$ 51,6 bilhões (3,38% do PIB) no mês anterior e US$ 65,8 bilhões (3,98% do PIB) em junho de 2020.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, comentou nesta terça-feira (27) o resultado do IDP de junho.

“A conta de lucros reinvestidos e as operações intercompanhia tiveram resultados negativos no mês passado. Embora o BC não esperasse esses resultados na sua projeção, são resultados normais que podem ocorrer em alguns momentos durante o ano”, ponderou.

Rocha destacou que o ingresso de investimentos estrangeiros no primeiro semestre destinados ao setor produtivo somou US$ 25,7 bilhões, compensando com folga o déficit nas contas externas de US$ 7 bilhões no período.

Fernando Rocha apontou ainda uma nova redução do IDP acumulado em 12 meses em julho caso a projeção do BC de ingressos de US$ 4,7 bilhões seja confirmada.

Investimento em Carteira

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos de US$ +5,1 bilhões em junho de 2021, com ingressos de US$ +2,523 bilhões em ações, saídas líquidas de US$ -4,69 milhões em fundos de investimento e ingressos de US$ +2,560 bilhões em títulos.

O saldo do investimento estrangeiro em ações brasileiras no acumulado do primeiro semestre de 2021 ficou positivo em US$ +8,695 bilhões.

Já o investimento líquido em fundos de investimentos no Brasil ficou negativo no primeiro semestre, com saídas líquidas de US$ -284 milhões.

No acumulado do primeiro semestre, o saldo do investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ +12,095 bilhões.

Fernando Rocha destacou que investidores não residentes já recompuseram integralmente a posição em carteira no País. Fonte/arte: © Banco Central
Fernando Rocha destacou que investidores não residentes já recompuseram integralmente a posição em carteira no País. Fonte/arte: © Banco Central

Os ingressos líquidos de investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram US$ 44,6 bilhões nos doze meses finalizados em junho de 2021.

As parciais para o mês de julho, até o dia 22, apontam saída líquida de US$ -1,214 bilhão em ações e fundos de investimento e ingresso líquido de US$ +1,721 bilhão em títulos de dívida.

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$ 352,5 bilhões em junho de 2021, diminuição de US$ -962 milhões em comparação a maio de 2021. O resultado decorreu de retornos líquidos de US$ +870 milhões em linhas com recompra e variações negativas de US$ -1,9 bilhão e de US$ -580 milhões em paridades e preços, respectivamente. A receita de juros atingiu US$ +423 milhões.

Revisões da conta financeira de 2020

Em relação aos investimentos diretos, houve revisões tanto no IDP – novas estimativas para lucros reinvestidos e registros retroativos, quanto no IDE.

IDP - ingresso líquido mensal em 2020. Fonte/arte: © Banco Central
IDP - ingresso líquido mensal em 2020. Fonte/arte: © Banco Central

A revisão aumentou em US$ +10,5 bilhões o ingresso líquido de IDP em 2020, de US$ 34,2 bilhões (2,4% do PIB) para US$ 44,7 bilhões (3,1% do PIB), em função do maior volume de lucros reinvestidos – acréscimo de US$ +10,8 bilhões com as revisões das estimativas a partir das DEFs.

IDE - saída líquida mensal em 2020. Fonte/arte: © Banco Central
IDE - saída líquida mensal em 2020. Fonte/arte: © Banco Central

Os retornos líquidos de IDE (desinvestimentos) passaram de US$ -16,4 bilhões, antes da revisão, para US$ -3,5 bilhões.

A revisão implicou aumentos de US$ +13,0 bilhões nos fluxos de aplicações no exterior na forma de participação no capital – contrapartida de maiores receitas de lucros reinvestidos (US$ +9,1 bilhões) e de transferências de ativos externos registradas na conta capital (US$ +3,9 bilhões).

Outros investimentos ativos e outros investimentos passivos foram revisados em US$ +0,3 bilhão e US$ -0,2 bilhão, respectivamente, refletindo, dentre outras operações, a identificação adicional de receitas de exportação depositadas diretamente no exterior e seu uso no pagamento de importações.

Revisões da conta financeira de 2021

Os investimentos diretos na conta financeira também foram revisados para 2021, dadas as novas estimativas de lucros reinvestidos.

IDP e IDE - fluxos líquidos (janeiro a maio de 2021). Fonte/arte: © Banco Central
IDP e IDE - fluxos líquidos (janeiro a maio de 2021). Fonte/arte: © Banco Central

O IDP considerou registros retroativos de US$ -0,9 bilhão em amortizações de operações intercompanhia, em mercadoria, e acréscimo de US$ +4,0 bilhões em lucros reinvestidos, ambos referentes aos primeiros cinco meses de 2021.

Com a revisão, o IDP passou a acumular US$ 25,5 bilhões de janeiro a maio de 2021, acréscimo de US$ +3,0 bilhões.

O IDE acumulado até maio passou a apresentar aplicações líquidas no exterior de US$ 10,6 bilhões, acréscimo de US$ +1,0 bilhão.

* Com informações, dados e gráficos do Banco Central do Brasil

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