Em fevereiro, houve ingressos líquidos de US$ +3,1 bilhões em participação no capital e de US$ +5,9 bilhões em operações intercompanhia, que retratam os empréstimos entre unidades no exterior e locais de uma mesma multinacional.

O Banco Central previa aporte no País de US$ 6,5 bilhões no mês passado.

Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2021, o IDP totalizou US$ 39,8 bilhões (2,75% do PIB), ante US$ 33,4 bilhões (2,31% do PIB) no mês anterior e US$ 65,0 bilhões (3,57% do PIB) em fevereiro de 2020. Fonte: Banco Central
Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2021, o IDP totalizou US$ 39,8 bilhões (2,75% do PIB), ante US$ 33,4 bilhões (2,31% do PIB) no mês anterior e US$ 65,0 bilhões (3,57% do PIB) em fevereiro de 2020. Fonte: Banco Central

Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2021, o IDP totalizou US$ 39,8 bilhões.

Na avaliação do chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, o resultado de fevereiro ainda é "um ponto fora da curva na trajetória" do IDP.

De acordo com Rocha, dois terços do total da conta foram de empréstimos intercompanhia. “Acima do que a gente esperava”.

Com a forte depreciação do Real, a percepção do mercado é que as matrizes estão enviando capital às filiais brasileiras para saldar dívidas ou fazer aportes.

O dado parcial de março do BC aponta entrada de US$ +5,8 bilhões até o dia 23.

“Se março se confirmar, teremos dois pontos de alta. Mas ainda é cedo para dizer que essa inflexão é uma tendência. Precisamos esperar para ver se há perspectiva de resultados maiores nos próximos meses”, explicou o chefe de Estatísticas do BC.

“Há que se considerar que isso pode ser efeito da pandemia, com muitos aportes adiados de 2020 para 2021. E pode não representar uma reversão de tendência”, alertou.

“A piora da pandemia afeta todas as variáveis, mas a trajetória que o BC desenhou é mais alta no segundo semestre”, acrescentou.

Fernando Rocha ressaltou que os US$ 7 bilhões esperados para o fechamento de março são da mesma magnitude do resultado de março de 2020, quando o IDP atingiu US$ 7,4 bilhões.

“Dessa forma, os fluxos cresceram de janeiro para fevereiro, de 33,4% para 39,8%, e devem ficar estáveis em março, passando de 39,8% para 39,4%”, disse Rocha.

O IDP em janeiro (US$ +1,8 bilhão) registrou o menor resultado para o mês desde 2006.

No ano passado, o País fechou o ano com um fluxo de 34,2 bilhões de dólares, menos da metade do apurado em 2019.

IDE

Em fevereiro de 2021, os investimentos diretos no exterior (IDE) apresentaram aplicações líquidas de US$ +1,7 bilhão.

Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2021, entretanto, o IDE totalizou regressos líquidos (desinvestimentos) de US$ -14,6 bilhões.

Fonte/Arte: Banco Central
Fonte/Arte: Banco Central

Investimento em Carteira

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos pelo nono mês consecutivo, somando US$ +3,6 bilhões em fevereiro de 2021, dos quais US$ +822 milhões em ações e fundos de investimento e US$ +2,8 bilhões em títulos de dívida.

No dado parcial de março, até o dia 23, as aplicações de estrangeiros em carteira estão negativas em US$ -1,944 bilhão; ações e fundos de investimento (US$ -1,672 bilhão) e títulos da dívida (US$ - 272 milhões).

Fonte/Arte: Banco Central
Fonte/Arte: Banco Central

Nos doze meses encerrados em fevereiro de 2021, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$ +3,2 bilhões, primeiro acumulado em doze meses positivo desde julho de 2018.

Reservas internacionais

As reservas internacionais atingiram US$ 356,1 bilhões em fevereiro de 2021, elevação de US$ 654 milhões em comparação a janeiro de 2021. Houve US$ 2,6 bilhões em retornos líquidos em linhas com recompra e a receita de juros atingiu US$ 351 milhões. As variações por preço e por paridades contribuíram para reduzir o estoque, respectivamente, em US$ 1,9 bilhão e US$ 315 milhões.

* Com informações do Banco Central do Brasil

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