O resultado de outubro de 2020 foi composto por entradas líquidas de US$ +2,8 bilhões em participação no capital e saídas líquidas de US$ -1,0 bilhão em operações intercompanhia. A estimativa do BC para o IDP de outubro era de US$ +1 bilhão.

Nos doze meses encerrados em outubro de 2020 o IDP totalizou US$ 43,5 bilhões, correspondendo a 2,94% do PIB, em comparação a US$ 49,9 bilhões (3,29% do PIB) acumulados em 12 meses no mês anterior. Fonte: Banco Central
Nos doze meses encerrados em outubro de 2020 o IDP totalizou US$ 43,5 bilhões, correspondendo a 2,94% do PIB, em comparação a US$ 49,9 bilhões (3,29% do PIB) acumulados em 12 meses no mês anterior. Fonte: Banco Central

A revisão do IDP para os nove primeiros meses de 2020 aumentou o ingresso líquido em US$ +1,6 bilhão, de US$ 28,6 bilhões para US$ 30,1 bilhões. Houve acréscimo de US$ +2,2 bilhões decorrente da revisão nas estimativas de lucros reinvestidos e redução de US$ -587 milhões nos ingressos líquidos de operações intercompanhia. Neste último caso, as empresas de investimento direto informaram amortizações retroativas no sistema RDE-ROF, a maior parte em mercadorias.

Nos doze meses encerrados em outubro de 2020 o IDP totalizou US$ +43,5 bilhões.

No acumulado do ano até outubro, o ingresso de investimentos somou US$ +31,9 bilhões. De janeiro até outubro de 2019, entraram US$ +57,6 bilhões no País.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, entende que a redução dos investimentos ocorre por conta de adiamentos.

"A incerteza envolve fundamentalmente se vai ter uma segunda onda, se não vai ter, se vai continuar a primeira, se a contaminação vai diminuir, quando vai ter vacina com efetiva imunização e superação dessa situação. Acho que isso está por trás dos motivos da incerteza muito grande sobre o ritmo da recuperação".

Investimento em Carteira

Em outubro, ocorreram ingressos líquidos de US$ +5,5 bilhões em instrumentos de portfólio negociados no mercado doméstico, resultado de ingressos líquidos de US$ +2,8 bilhões em ações e fundos de investimento e de US$ +2,7 bilhões em títulos de dívida.

Fonte: Banco Central
Fonte: Banco Central

Nos doze meses encerrados em outubro, a saída líquida de investimentos em portfólio no mercado doméstico somou US$ -27,4 bilhões.

Nos dez primeiros meses do ano, houve saídas líquidas de US$ -21,6 bilhões, ante saídas de US$ -872 milhões entre janeiro e outubro de 2019.

Taxa de rolagem

A taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 84% em outubro. O resultado ficou abaixo do verificado em outubro do ano passado, quando a taxa havia sido de 92%.

A taxa de rolagem dos títulos de longo prazo ficou em 56% em outubro. Em igual mês de 2019, havia sido de 154%.

Nos dez primeiros meses do ano, a taxa de rolagem total ficou em 76%. Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 58% e os empréstimos diretos, taxa de 82%.

Comércio exterior

As exportações de bens totalizaram US$ +18 bilhões em outubro, recuo de -8,6% ante outubro de 2019. As importações de bens somaram US$ +13 bilhões, queda de -26,3%.

De janeiro a outubro de 2020 as exportações recuaram -7,8% e as importações, -15,1%. O superávit comercial somou US$ +41,5 bilhões, acima dos US$ +32,5 bilhões observados no mesmo período de 2019.

Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ +354,5 bilhões em outubro, redução de US$ -2,1 bilhões em comparação ao mês anterior. O recuo do estoque de reservas internacionais decorreu de liquidação de vendas à vista no mercado de câmbio, US$ -1,6 bilhão, e variações negativas por paridades e por preço, US$ -1,0 bilhão. A receita de juros somou US$ +425 milhões.

* Com informações do Banco Central do Brasil

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