O crescimento em comparação a julho interrompeu a tendência de queda  iniciada em março e aproximou o indicador do patamar de dezembro do ano  passado. Em relação a agosto de 2018, houve alta de 6,8%.

Segundo a confederação, o avanço do ICF está ligado às variações  positivas nos subíndices de Perspectivas de Consumo, que subiu 4%, e de  Momento para Aquisição de Bens Duráveis, com alta de 2,4%.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que há um maior  otimismo das famílias na programação dos seus gastos, o que tem relação  com uma possível melhora no nível de endividamento e a possibilidade dos  saques nas contas do FGTS e PIS/Pasep.

Apesar da melhora, o ICF de agosto permaneceu em 91,4 pontos. A  última vez que ICF esteve acima dos 100 pontos foi em abril de 2015.

A insatisfação das famílias com o consumo se dá principalmente no  Momento para Duráveis (62,6 pontos) e no Nível de Consumo Atual (71,9  pontos). Mais alta, a Perspectiva de Consumo também permaneceu abaixo  dos 100 pontos, com 91.

Os indicadores ligados à renda e ao emprego, entretanto, apresentam  resultados acima dos 100 pontos, com 108,8 e 116,1, respectivamente, o  que indica um quadro de mais otimismo, segundo a CNC. A estabilidade de  preços e a melhora gradual do mercado de trabalho foram as causas  apontadas.