“É verdade que os juros vão subir com a luta do Banco Central para controlar inflação, mas estamos realmente fazendo a transição para crescimento sustentável em todos os setores”, disse Guedes ao participar de evento virtual promovido por um banco brasileiro nesta quarta-feira (17).

“O problema não será crescimento baixo, o problema será inflação resiliente", destacou Paulo Guedes.

Nos casos em que a inflação acelerar por choques externos, o ministro defendeu a transferência de renda por meio do Auxílio Brasil para aliviar o impacto sobre as famílias mais pobres.

Por sua vez, a alta dos preços do petróleo e da energia no mercado internacional, na avaliação de Guedes, deverá atrair investidores estrangeiros para o Brasil.

“Se preços de petróleo e de energia sobem, é parte da solução porque atrai investimento. A melhor solução é deixar o mercado agir e, qualquer disfunção, resolve com transferência de renda”, disse Guedes.

Mercado futuro de petróleo. Fonte/Arte: © Investing.com
Mercado futuro de petróleo. Fonte/Arte: © Investing.com

Na avaliação do ministro, um fundo de combate à pobreza, com recursos da privatização da Eletrobras, da Petrobras e dos Correios, representa a melhor maneira de enfrentar o encarecimento da energia e dos alimentos.

“Se o petróleo está subindo ou a taxa de juros está subindo e aí alimentos estão subindo, a primeira melhor opção, é claro, são políticas sustentáveis para a erradicação da pobreza”, disse.

PEC dos Precatórios

Para Guedes, o texto aprovado na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que parcela o pagamento de precatórios, e muda o cálculo do teto de gastos, é um instrumento que dará previsibilidade e exequibilidade ao Orçamento.

Contudo, o ministro disse que existirão motivos para se preocupar com a economia em 2022 caso o Senado altere o texto.

“Talvez seja essa a assimetria [entre as estimativas do mercado e do governo para o PIB], porque eu ainda estou esperançoso que nós vamos aprovar as propostas originais. Mas se não aprovarem, então estarei muito preocupado com o crescimento”.

* Com informações da Agência Brasil

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