Os dados apontam para subidas generalizadas dos preços, com destaque para os setores de energia e de alimentos, resultado dos aumentos das commodities nos mercados internacionais.

Na manhã desta quarta-feira, o barril do petróleo tipo Brent voltou a ser negociado acima dos 110 dólares, enquanto as cotações do trigo e do milho mantêm-se próximas de máximos históricos.

O governo espanhol admite que o cenário é negativo.

“É um mau indicador, que é explicado em 73% pelo aumento dos preços da energia e dos alimentos não preparados, tudo isto exacerbado pela guerra na Ucrânia”, disse o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, ao comentar o índice de inflação apurado em março.

Ainda assim, disse, as medidas aprovadas recentemente pelo Conselho de Ministros espanhol permitirão “conter a curva [da inflação] e estabilizar o custo de vida”.

Em causa está um pacote de apoios no valor de 6 bilhões de euros para mitigar o impacto da subida da inflação, que inclui a imposição de um limite de 2% ao aumento das rendas até junho e a recuperação do apoio extraordinário à manutenção do emprego, bem como um desconto de € 0,20 por litro nos preços dos combustíveis.

Mesmo com as medidas, os receios em torno de uma espiral inflacionária têm vindo a agravar-se na Espanha. Há vários meses a inflação espanhola é superior à média europeia.

Na terça-feira (29), o governador do Banco de Espanha, Pablo Hernández de Cos, observou que o indicador da inflação é “particularmente negativo” e apelou a empregadores e trabalhadores a buscarem acordos para manter os salários estáveis, evitando o aumento dos custos das empresas.

Em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Paris, o Ministro da Economia Paulo Guedes observou que "tem algo errado nos bancos centrais da Europa. Eles não estão praticando uma boa política monetária, com 8% de inflação e taxas de juros de 0,5%. A inflação vai ser um grande problema aqui [na Europa]”.

* Com informações do Público

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