Os preços estão acelerando na União Europeia, e também no Reino Unido, impulsionados pelo aumento dos custos de energia.

Na zona euro, a taxa de inflação aumentou para +4,1% em outubro, contra +3,4% em setembro.

Na União Europeia, a variação anualizada chegou a +4,4%, frente a +3,6% em setembro, tendo a inflação aumentado em todos os Estados-membros.

De acordo com o Eurostat, entre os 27 Estados-membros, as taxas de inflação anualizadas mais baixas foram registradas, em outubro, em Malta (+1,4%), Portugal (+1,8%), Finlândia e Grécia (+2,8%).

As taxas mais elevadas foram observadas na Lituânia (+8,2%), Estônia (+6,8%) e Hungria (+6,6%).

Na zona euro, a energia foi o componente da inflação que mais aumentou em outubro (+23,7%).

Reino Unido

A inflação anualizada no Reino Unido subiu para +4,2% em outubro, contra +3,1% em setembro, o nível mais alto em 10 anos, segundo o Office for National Statistics (ONS).

O aumento foi impulsionado pelos preços mais elevados da energia doméstica, hotéis, restaurantes, transportes, mobiliário, alimentos e bebidas não alcoólicas.

A inflação está acima do objetivo de 2% do Banco da Inglaterra (BoE).

Analistas, que associam a subida do Índice de Preços no Consumidor (IPC) ao aumento global dos preços da energia, anteciparam que a inflação continuará a aumentar e poderá atingir 5% até o final do ano.

Nord Stream 2

Na terça-feira (16) os preços do gás na Europa ultrapassaram US$ 1.100 por 1.000 metros cúbicos, após o regulador de energia da Alemanha, o Bundesnetzagentur, suspender o processo de certificação do gasoduto do consórcio Nord Stream 2 AG.

A agência alemã disse que só avaliará um pedido de licença de operação do novo gasoduto após a transferência dos principais ativos do consórcio suiço e do orçamento para o pagamento de pessoal para uma subsidiária alemã.

Não está claro quanto tempo levará o processo de criação de uma nova empresa e a aprovação de um novo pedido de licença de operação.

O Nord Stream 2, que liga a Rússia à Alemanha pelo Mar Báltico, desde a sua concepção tem enfrentado forte oposição dos Estados Unidos e de alguns países europeus, que avaliam que o novo gasoduto tornará a Europa muito dependente do gás russo.

Moscou já utiliza uma rota sob o Mar Báltico para o Nord Stream 1, que tem uma capacidade de 55 bilhões de metros cúbicos, equivalente à metade do consumo anual de gás da Alemanha. O Nord Stream 2 duplicará a capacidade e tornará a Alemanha um centro de distribuição de gás para toda a União Europeia.

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