A outra estrela de 2019 foi a startup indiana Realme, graças ao crescimento de 450% em relação ao ano anterior. Porém, Manu Kumar Jain, VP da chinesa Xiaomi, a marca líder de mercado de smartphones na India, acusou a concorrente de se limitar a copiar outras fabricantes.

O primeiro lugar continua com a sul-coreana Samsung, com 298 milhões de unidades no ano passado, 22% do total de aparelhos vendidos em todo o planeta.

De acordo com dados das consultorias Canalys, Strategy Analytics e Counterpoint Research, a venda de smartphones da Huawei cresceu 17% no ano passado, em meio as sanções impostas pelo governo dos EUA.

As medidas contra a Huawei começaram em meados de 2019, quando a fabricante chinesa foi proibida de adquirir peças e componentes de empresas dos EUA sem a aprovação do governo americano.

Devido às sanções, a Huawei deixou de instalar apps como Play Store e G Suite e investiu US$ 1 bilhão na Huawei Mobile Services (HMS), loja com 45 mil apps.

Na China, apps locais já são mais populares, mas mercados como o da Europa serão mais exigentes quanto à ausência de serviços de empresas americanas.

Greg Nibler, da Digital Trends, conversou recentemente com Tim Danks, vice-presidente de gerenciamento de riscos e relações com parceiros da Huawei, que disse as notícias de que a empresa abandonará o Android  são falsas.

Segundo Danks, se as restrições americanas forem retiradas, a Huawei planeja continuar com o Android.

No entanto, Danks confirmou que, se a Huawei for forçada a abandonar o Android, a empresa está investigando opções alternativas, incluindo o uso de seu próprio sistema operacional Harmony ou a utilização do código aberto do Android.

* Com informações da Digital Trends, Counterpoint Research

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