Segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (9) pela Secretaria de Saúde do DF, a paciente continua isolada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte, em estado grave.

A mulher, de 52 anos, esteve recentemente no Reino Unido e na Suíça. Começou a apresentar os sintomas em 26/2 e chegou a ser internada na UTI do hospital privado, mas foi removida para o Hran depois que o hospital informou que não estaria preparado para atuar no caso. Amostras enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmaram o diagnóstico.

"Isso que aconteceu em Brasília é inadmissível. Nós não aceitamos e nós não vamos concordar que isso possa ser feito. O plano de saúde, o hospital privado que atendeu o paciente, ele está preparado para atender o paciente grave na UTI, não tem porque ele não atender um paciente que precise de atendimento intensivo só porque tem o coronavírus", disse o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, em entrevista coletiva. "Nós não vamos permitir que isso continue ocorrendo dos hospitais privados, fazendo o primeiro atendimento e transferindo para a rede pública. Não vamos aceitar".

Até o início da tarde desta segunda-feira, o Governo do DF investigava 55 casos suspeitos. O número indica aumento de 31 ocorrências em um dia, pois até domingo (8) eram 24 suspeitas.

Emergência de saúde

O Distrito Federal está em situação de emergência de saúde desde 28 de fevereiro.

O estado de emergência poderá se estender por 180 dias e pode ser prorrogado. O decreto prevê a reserva de leitos de UTI no Hospital da Asa Norte e no Hospital de Base para os casos em que for necessário suporte intensivo. A Secretaria de Saúde deverá manter uma série de garantias assistenciais, entre elas, "monitorar estoque estratégico de medicamento para o atendimento de casos suspeitos e confirmados para o novo coronavírus" e ações de orientação e informação às equipes médicas da rede pública.

O Hospital Regional da Asa Norte, unidade habilitada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a possível ocorrência do vírus, está com um andar isolado exclusivamente para atendimento. O Hospital de Base dispõe de metade de um andar disponível para o mesmo tipo de situação.

* Com informações do O Globo, Agência Brasília, Metrópoles

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