A desenvolvedora alemã de energia renovável Baywa r.e., em associação com a holandesa GroenLeven, começou a construir o que será a maior central solar flutuante fora da China.

Em 18 meses, as duas empresas já instalaram três flutuadores solares na Holanda: Sekdoorn (14,5 MW), Tynaarlo (8,4 MW) e Weperpolder (2,1 MW).

A base para essas instalações flutuantes é o sistema de montagem 'Zim Float', desenvolvido pela BayWa r.e. em parceria com a Zimmermann PV-Stahlbau, capaz de suportar ventos fortes, ondas e neve.

O flutuador de Bomhofsplas (27,4 MW) foi planejado para ser construído no prazo recorde de dois meses.

“Em apenas duas semanas, construímos 8 MW de projeto, chegando a construir 1 MW por dia. Isso é um aumento bastante significativo na velocidade de entrega", festejou a BayWa r.e.

A obra já alcançou um estágio de auto-suficiência. A energia elétrica utilizada na construção é gerada pelo próprio flutuador, sendo empregada em veículos, barcos e ferramentas elétricas, além de manter carregada uma bateria de 600 kW.

O flutuador de Bomhofsplas (27,4 MW) será entregue em março. Foto: © BayWa r.e.
O flutuador de Bomhofsplas (27,4 MW) será entregue em março. Foto: © BayWa r.e.

O maior painel fotovoltaico flutuante atualmente em operação é um projeto de 150 MW em Anhui, China.

Os parques solares flutuantes oferecem uma ampla gama de opções para o uso de massas de água economicamente exploradas, como reservatórios, águas de piscicultura ou lagos em antigas minas a céu aberto.

Em um estudo comissionado pela BayWa r.e., o Instituto Fraunhofer de Pesquisa em Energia Solar quantificou o potencial de instalações fotovoltaicas flutuantes em lagos de minas de carvão desativadas em 15 GW somente na Alemanha. Um estudo do Banco Mundial identificou um potencial para a Europa de 20 GW se apenas 1% da superfície dos lagos artificiais de água doce forem usados.

* Com informações da BayWa AG e Bloomberg

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