"As primeiras redes varejistas já começaram a elevar os preços. Em breve você poderá ver isso nos supermercados, nas etiquetas de preço", declarou Sanktjohanser.

A rede de supermercados alemã Aldi Nord, com mais de 10.000 lojas em 20 países, disse que reajustará seus preços em média entre 20 e 50% devido ao aumento nos custos, informou a imprensa alemã neste domingo (3).

Florian Scholbeck, porta-voz da Aldi Nord, disse que carnes, embutidos e manteiga estarão "significativamente mais caros" na segunda-feira (4).

O jornal berlinense Tagesspiegel relatou que a manteiga da marca própria Milsani no Aldi Nord passou de € 1,65 para € 2 (+22%), como exemplo dos aumentos de preços.

"Desde o início da guerra na Ucrânia, estamos testemunhando saltos nos preços de compra que não experimentamos dessa maneira antes", explicou Scholbeck.

A Aldi já havia aumentado os preços de cerca de 160 itens há duas semanas. Uma semana depois, mais 20 itens ficaram mais caros.

Redes concorrentes, como Edeka e Rewe, também promoveram fortes reajustes.

Em março, os preços ao consumidor subiram 7,3% na comparação intranual, de acordo com a agência federal de estatísticas Destatis, ante 5,1% em fevereiro.

A última vez que uma taxa tão alta foi registrada aconteceu no outono de 1981 na Alemanha Ocidental, quando os preços do petróleo subiram como consequência da guerra Irã-Iraque, disse a agência.

Atualização 04/04/2022

Os Estados Unidos aumentaram suas compras de petróleo russo em 43% entre 19 e 25 de março, de acordo com dados da Administração de Informações sobre Energia (EIA). Apesar da proibição da Casa Branca de importações de energia da Rússia, os EUA continuam a comprar até 100.000 barris de petróleo russo por dia.

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