O Presidente Jair Bolsonaro deve editar, nos próximos dias, um decreto com a extensão do Benefício Emergencial (BEm) depois de sancionar a Medida Provisória 936, que criou o programa.

O Ministério da Economia divulgou que os acordos de redução de jornada e de suspensão de contratos CLT haviam preservado 11.698.243 empregos formais até a última sexta-feira (26).

O Governo Federal desembolsará R$ 17,4 bilhões para complementar a renda desses trabalhadores com uma parcela do seguro-desemprego a que teriam direito se fossem demitidos.

O Secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, disse que o fechamento de acordos de suspensão de contrato de trabalho caiu em relação ao início do programa, em abril. Para ele, isso indica reação no mercado de trabalho e que a fase mais aguda da crise econômica parece ter passado.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 331.901 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no mês de maio.

Segundo levantamento do IBGE, os decretos de governadores e prefeitos ordenando suspensão de atividades econômicas, confinamento e distanciamento social deixaram 9,7 milhões de trabalhadores sem remuneração em maio de 2020, correspondendo a 12% da população ocupada do País, que totalizava 84,4 milhões.

A pesquisa mostrou que 19 milhões de pessoas estavam temporariamente afastadas de seu trabalho, a maior parte (16 milhões) forçada a parar por decretos de autoridades estaduais e municipais.

"Nós já sabíamos que havia uma parcela da população afastada do trabalho e agora a gente sabe que mais da metade dela está sem rendimento. São pessoas que estão sendo consideradas na força [de trabalho], mas estão com salários suspensos. Isso não é favorável e tem efeitos na massa de rendimentos gerada, que está estimada abaixo de R$ 200 bilhões", comentou o o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Ainda segundo o IBGE, também caiu o número de horas trabalhadas para as pessoas que estavam ocupadas e não afastadas: 28% delas (18 milhões) trabalharam menos que o habitual, fazendo com que a média passasse de 39,6 horas por semana para 27,4 horas trabalhadas.

* Com informações da Agência Brasil, IBGE

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