Os cidadãos norte-americanos que vivem fora dos Estados Unidos foram aconselhados a manter um "alto nível de vigilância e estar a par da evolução dos acontecimentos", face a uma possível onda de violência desencadeada pelo assassinato de Ayman Al-Zawahiri. O Departamento de Estado acredita que grupos ligados à Al Qaeda podem atacar instalações e funcionários.

O alerta mundial recomenda a americanos no exterior verificar o site do Departamento de Estado, para obter avisos de viagem e assistir notícias locais, e "manter contato com a Embaixada ou Consulado dos EUA mais próximo".

Os americanos também foram avisados de que as instalações dos EUA no exterior podem "fechar temporariamente ou suspender periodicamente os serviços públicos" enquanto ameaças e situações de segurança estão sendo avaliadas e tratadas.

"Como os ataques terroristas geralmente ocorrem sem aviso prévio, os cidadãos dos EUA são fortemente encorajados a manter um alto nível de vigilância e praticar uma boa consciência situacional ao viajar para o exterior", concluiu o alerta.

O aviso ocorre depois que a CIA realizou um ataque com drones em uma zona residencial de Cabul, capital do Afeganistão.

A varanda onde o porta-voz e ideólogo da Al Qaeda Ayman al-Zawahiri estava no dia 31 de julho foi atingida por dois mísseis de precisão, matando o médico egípcio de 71 anos que tinha assumido a liderança da organização após a morte de Osama Bin Laden em 2011.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que Zawahiri deixa "um rastro de assassinato e violência" contra cidadãos americanos e que se fechava uma página para as famílias das vítimas dos ataques do 11 de Setembro.

O Assistente do Presidente para Assuntos de Segurança Nacional, Jake Sullivan, afirmou que o assassinato de Zawahiri tornou o país mais seguro, no entanto, o Departamento de Estado alertou que sua morte desencadeia "um maior potencial para a violência anti-americana" promovidas por grupos associados à Al Qaeda.

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