Os contribuintes americanos estão involuntariamente financiando o crescimento e o poder de um complexo industrial de censura dirigido pela elite científica e tecnológica dos Estados Unidos, que põe em risco as liberdades e democracia.

A lei permite que o Facebook, o Twitter e outras empresas privadas moderem o conteúdo em suas plataformas, mas os funcionários do governo estão exigindo censura por plataformas de mídia social de usuários e conteúdo desfavorecidos.

"Se os funcionários do governo estão dirigindo ou facilitando tal censura", observa Jonathan Turley, professor de direito da Universidade George Washington, "isso levanta sérias questões da Primeira Emenda. É axiomático que o governo não pode fazer indiretamente o que está proibido de fazer diretamente".

E, de fato, o governo dos EUA tem financiado outros para "fazer indiretamente o que é proibido de fazer diretamente".

Os cérebros do complexo residem em quatro organizações – o Stanford Internet Observatory, a Universidade de Washington, o Digital Forensic Research Lab do Atlantic Council e a Graphika, com laços obscuros com o Departamento de Defesa, a CIA e outras agências de inteligência.

Essas quatro organizações parecem estar trabalhando com várias agências do governo dos EUA para institucionalizar a pesquisa e a defesa da censura em dezenas de outras universidades. Elas estão criando listas negras exigindo que as plataformas de mídia social as censurem, deampliem e até proíbam totalmente a participação das pessoas listadas.

Essas organizações e outras também estão executando suas próprias operações de influência, que muitas vezes chamam de "verificação de fatos" quando o fazem e "desinformação" quando seus oponentes o fazem.

Operações de influência passadas envolveram convencer jornalistas e executivos de mídia social de que informações precisas são desinformação, que hipóteses válidas são teorias da conspiração e que uma maior autocensura resulta em reportagens mais precisas.

E, cada vez mais, os censores dizem que seu objetivo é restringir informações que "deslegitimam" organizações governamentais, de segurança nacional e industriais.

O jornalista independente Matt Taibbi divulgou na sexta-feira (17) a 19ª edição do Twitter Files, The Great Covid-19 Lie Machine, expandindo o que o público já sabe sobre até que ponto o governo federal dos EUA e as empresas de tecnologia foram para censurar e enganar o público americano sobre a covid e as "vacinas".

Os Twitter Files, os processos judiciais dos procuradores-gerais estaduais e os repórteres investigativos estão revelando uma grande e crescente rede de agências governamentais, instituições acadêmicas e grupos privados que estão censurando ativamente os cidadãos americanos, muitas vezes sem o seu conhecimento, sobre assuntos como as origens do vírus da covid, vacinas covid e suas lesões, bem como negócios da família Biden, mudanças climáticas e muitas outras questões.

Taibbi aponta que uma máquina de censura privada-federal secreta foi direcionada para desinformar. A última edição do Twitter Files mostra que as agências federais americanas financiaram um projeto para "detectar e mitigar o impacto de narrativas falsas e enganosas relacionadas às vacinas COVID-19".

Mike Benz, presidente da Foundation for Freedom Online, observa que o projeto foi "delegado pela [Homeland Security] para censurar milhões de ... opiniões... sobre a covid", relata o New York Post.

O procurador-geral do Missouri, Andrew Bailey, cujo processo está destruindo os encobrimentos do governo Biden, descreveu o programa: autoridades federais de saúde do Gabinete do Cirurgião-Geral, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e Serviços de Saúde e Humanos (HHS) colaboraram em uma "empresa de censura chamada Projeto Viralidade (Virality Project – VP) que obtém a censura de enormes quantidades de discurso protegido pela Primeira Emenda".

O Projeto Viralidade, do Stanford Internet Observatory, em parceria com outros contratados federais, enviou relatórios semanais de "desinformação anti-vacina" para as maiores empresas de mídia social, que trabalharam em conjunto com a Universidade de Stanford para suprimir ou limitar informações verdadeiras sobre a covid e os efeitos colaterais das vacinas.

O VP tinha como alvo "histórias de efeitos colaterais verdadeiros de vacinas" como conteúdo acionável e, em 2021, eles "trabalharam com o governo para lançar um plano de monitoramento pan-industrial para conteúdo relacionado à covid. Pelo menos seis grandes plataformas de Internet foram 'integradas' ao sistema de emissão de ocorrências do software JIRA, capturando diariamente milhões de itens para revisão", observou Taibbi.

O objetivo do projeto era identificar pessoas nas redes sociais que disseram coisas sobre a covid e as vacinas que o governo não queria que elas dissessem. Quando as informações que o governo não queria que fossem publicadas eram postadas, as empresas de mídia social eram acionadas para censurar ou restringir a visibilidade dessas informações, informou Taibbi.

"Governo, academia e um oligopólio de pretensos concorrentes corporativos se organizaram rapidamente por trás de um esforço secreto e unificado para controlar as mensagens" das redes sociais, disse Taibbi.

A brigada de censura foi atrás não apenas de hipóteses que mais tarde foram reveladas como verdadeiras, mas de informações e dados que os agentes sabiam que eram verdadeiros no momento em que foram publicados.

Os guerreiros da desinformação trabalharam horas extras para suprimir alegações "falsas" sobre os efeitos colaterais da vacina covid, especialmente as verdadeiras alegações. Como a Food and Drug Administration (FDA) aprovou oficialmente (e rapidamente) as vacinas covid, quaisquer relatos de efeitos colaterais eram automaticamente desinformação.

O projeto "rotineiramente enquadrou depoimentos reais sobre os efeitos colaterais [da vacina] como desinformação, desde 'histórias verdadeiras' de coágulos sanguíneos de vacinas da AstraZeneca até uma história do New York Times sobre receptores de vacinas que contraíram a trombocitopenia do distúrbio sanguíneo".

Os usuários de redes sociais eram alvo de censura se postassem algo que pudesse fazer alguém hesitar em receber uma injeção covid. Isso incluiu links para histórias sobre celebridades que morreram depois de tomar uma vacina ou histórias e depoimentos pessoais sobre efeitos colaterais relacionados à vacina. Incluiu ainda qualquer um que sugerisse que a imunidade natural poderia ser tão eficaz quanto as vacinas covid.

Também foram censurados indivíduos que sugeriram que aqueles que haviam recebido a vacina ainda estavam contraindo o vírus em taxas bastante altas, embora a OMS, e agências de saúde não ligadas ao governo federal dos EUA, tenham sustentado de longa data que as vacinas não previnem a transmissão, e admitido que houve lesões e mortes como resultado das imunizações contra a covid.

A FDA agora admite que as vacinas podem causar derrames em idosos; muitos estudos ligaram as vacinas à miocardite em homens jovens.

O Projeto de Viralidade ridicularizou como "desinformação" alegações de que as vacinas falharam em prevenir a transmissão da covid, mesmo depois que o CDC admitiu o fracasso da vacina nesse sentido.

A Graphika, financiada pelo Pentágono e parceira do Projeto Viralidade, enviou ao Twitter um relatório alertando: "Esse processo contínuo de semear dúvidas e incertezas em vozes autoritárias leva a uma sociedade que acha muito desafiador identificar o que é verdadeiro ou falso".

No Brasil. grandes grupos de comunicação promoveram campanhas de promoção de vacinas experimentais, com o suporte de "checadores de fatos" buscando arruinar a reputação de dissidentes e concorrentes.
No Brasil. grandes grupos de comunicação promoveram campanhas de promoção de vacinas experimentais, com o suporte de "checadores de fatos" buscando arruinar a reputação de dissidentes e concorrentes.

A descoberta do Projeto Viralidade de Stanford "acelerou a evolução da censura digital, movendo-a de julgar a verdade / inverdade para um novo modelo mais assustador, abertamente focado na narrativa política às custas dos fatos", disse Taibbi.

Muitas das contas e mensagens visados pelo Projeto Viralidade, e identificados no Twitter como desinformação, eram relatos fatuais de pessoas sobre sua experiência com as vacinas, acrescentou Taibbi.

O jornalista deu um exemplo do envolvimento do Twitter com o projeto.

"O VP disse ao Twitter que 'histórias verdadeiras que poderiam alimentar hesitações', incluindo coisas como 'mortes de celebridades após a vacina' ou o fechamento de uma escola no centro de New York devido a relatos de doenças pós-vacinas, devem ser consideradas 'desinformação padrão da vacina em sua plataforma'", disse Taibbi.

Em 26 de abril de 2022, o Projeto Viralidade emitiu um relatório propondo um "mecanismo de controle de rumores para abordar narrativas nacionais" e criando um "Centro de Excelência em Informação Falsa e Desinformação". No dia seguinte, o Secretário da DHS, Alejandro Mayorkas, disse ao Congresso que havia criado um "Conselho de Governança da Desinformação". O New York Post liderou a demolição desse conselho.

Taibbi observou que o Projeto Viralidade não foi especificamente baseado em "afirmações de fato", mas sim em "submissão pública à autoridade, aceitação de narrativa e pronunciamentos de figuras como Anthony Fauci".

"Mesmo em seu relatório final, o VP alegou que era desinformação sugerir que a vacina não impede a transmissão, ou que os governos estavam planejando introduzir passaportes de vacina", disse Taibbi.

* Com informações da Anadolu Agency, New York Post

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