As passagens dos ônibus intermunicipais, dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e do Metrô não sofrerão aumentos em 2022.

"Nós não temos nenhuma previsão de aumento de tarifas este ano. Esse é o meu compromisso. Com o objetivo também de ajudar a retomada econômica. Se você olhar o que está acontecendo no mundo, todos os estados e países estão entendendo esse pós-covid e procurando fazer o seu esforço para que o setor produtivo cresça e gere renda e emprego”, disse Garcia em entrevista à Jovem Pan.

“Vamos manter as tarifas nos preços atuais até o final do ano, também como um esforço do Estado para que a gente evite repassar a alta de custos para o consumidor”, acrescentou o governador.

O Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, lembra que já são dois anos sem aumento da passagem de ônibus municipal e aponta para um acréscimo substancial no repasse de recursos. A despesa chegou a R$ 3,3 bilhões no ano passado.

Sem o subsídio, a passagem custaria atualmente R$ 7,40.

Nunes disse que só o aumento nos salários de motoristas e cobradores, acordado após a primeira paralisação em 14 de junho, tem um impacto de R$ 300 milhões no subsídio repassado às empresas.

Já o custo do diesel representa na capital paulista aproximadamente 20% do custo total que compõe a tarifa dos ônibus, daí o impacto causado nas planilhas das empresas decorrente do aumento do preço dos combustíveis.

A lenta recuperação do número de passageiros transportados em relação ao período anterior à pandemia também tem afetado os sistemas de transporte público. Na capital paulista, o volume d​e passageiros transportados em maio deste ano foi 22% menor do que em maio de 2019.

“O valor do subsídio vai depender se o diesel vai aumentar ou cair, do número de passageiros", ponderou Nunes, "é uma conta diária".

O prefeito explicou ainda que a decisão conjunta da Prefeitura e do Governo do Estado de manter o valor das tarifas foi tomada com base nas condições econômicas e sociais da população.

“A gente entendeu que é importante fazer essa ação de política pública, porque estamos em uma retomada econômica. São Paulo está gerando empregos, mas há 800 mil desempregados na Capital, o que representa 11% do público ativo que está procurando emprego”, disse Nunes.

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