O presidente do Comitê de Gestão da Gazprom, Alexey Miller, e o vice-primeiro-ministro da Mongólia, S. Amarsaikhan, discutiram em videoconferência, nesta segunda-feira (28), a implementação do projeto para a construção do gasoduto Soyuz Vostok na Mongólia, permitindo fornecer até 50 bilhões de metros cúbicos (bcm) de gás russo por ano para a China, o mercado de gás que mais cresce no mundo.

Com o Soyuz Vostok, o gasoduto em construção "Power of Siberia 2" se estenderá pela Mongólia, e sua capacidade será 1,3 vezes maior que a do "Power of Siberia".

Na reunião, a empresa de propósito especial Soyuz Vostok Gas Pipeline LLC e a Gazprom Design LLC assinaram um contrato para projeto e pesquisa como parte da construção do gasoduto Soyuz Vostok. O documento prevê o envolvimento de empresas mongóis para levantamentos arqueológicos, geodésicos e ambientais.

"O trabalho no projeto do gasoduto Soyuz Vostok está progredindo ativamente e com sucesso. Há um mês, os resultados do estudo de viabilidade foram aprovados, e hoje foi assinado um contrato de projeto. Isso significa que o projeto passou para a fase prática", disse Alexey Miller.

O Gasoduto Soyuz Vostok é o segundo megaprojeto da Gazprom voltado para o mercado chinês. A base de recursos deste projeto será de campos de gás localizados na Sibéria Ocidental, possibilitando diversificar as exportações de gás da região. Até agora, os únicos clientes de gás desta parte da Rússia, devido à atual infraestrutura de transmissão, foram da Europa. O Power of Siberia deve transportar 38 bcm de gás anualmente dos campos da Sibéria Oriental, a partir de 2024. O Soyuz Vostok deve ter capacidade para transportar 50 bcm de gás por ano.

© Gazprom
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A ideia de construir um segundo gasoduto de exportação para a China surgiu em 2015. Naquela época, o gasoduto se chamava Altai. Isso se deve à rota escolhida, que era percorrer as montanhas altai, através de um istmo entre o Cazaquistão e a Mongólia. Pela dificuldade de atravessar o terreno montanhoso, os engenheiros da Gazprom decidiram redirecionar o gasoduto através das estepes da Mongólia.

A estatal russa de energia Gazprom é a maior exportadora de gás natural do mundo.

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