Atualização 15/02 -   A Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA) anunciou nesta segunda-feira (15) que não administrará a vacina da AstraZeneca / Oxford em indivíduos com mais de 65 anos devido à falta de dados.

A decisão marca uma reversão da declaração da semana passada do Vice-Ministro da Saúde sul-coreano Kim Gang-lip, que disse que maiores de 65 anos receberiam a vacina da AstraZeneca, a primeira a ser aprovada no país. A incapacidade de ser usada em maiores de 65 anos leva o programa de vacinação sul-coreano ao caos, já que profissionais de saúde e residentes idosos são os primeiros na fila.

Recentemente, Áustria e Portugal também decidiram não administrar a vacina da AstraZeneca / Oxford em pessoas com mais de 65 anos, somando 11 países (Suiça, África do Sul, Eswatini [Suazilândia], Polônia, Suécia, Alemanha, França, Itália, Áustria, Portugal e Coreia do Sul) com restrição total ou parcial ao uso do imunizante britânico.

A decisão da suspensão da inoculação da 1ª dose visa “garantir a administração da segunda injeção a todas as pessoas que já receberam a primeira dose em janeiro”, explicou a ARS de Hauts-de-France em comunicado à imprensa.

Para o mês de fevereiro serão 126.360 doses destinadas a toda a região de Hauts-de-France, ou 31.590 doses semanais, número insuficiente para garantir todos os esquemas de vacinação.

A paralisação da imunização contra o vírus da covid-19 não é nacional, ocorrendo apenas onde há falta de fornecimento.

Em Paris, o grupo de hospitais AP-HP anunciou na quinta-feira (28) que estava suspendendo todos agendamentos para a primeira dose em suas unidades. No entanto, na maioria dos centros de vacinação da capital francesa as imunizações devem continuar conforme o programado, disse a ARS de Île-de-France. Novamente, os cancelamentos afetam apenas as marcações de primeira dose da vacina e poderão ser reagendadas para meados de fevereiro em diante.

Em todo o resto do país, houve vários casos de centros de vacinas que ficaram sem doses e tiveram que adiar as aplicações, mas sem um anúncio regional.

Todas as vacinas aprovadas até agora requerem duas doses. Enquanto os países lutam para garantir suprimentos suficientes da vacina, a escassez significa que as autoridades de saúde têm que fazer uma escolha – aplicar a primeira dose ao maior número possível de pessoas e, em seguida, adiar a segunda dose até que os suprimentos estejam disponíveis, ou limitar o número de pessoas recebendo a primeira dose para que todas possam receber a segunda dose no intervalo de tempo testado e recomendado pelo fabricante do medicamento.

Alguns países, incluindo o Reino Unido, optaram por adiar a segunda dose por até 12 semanas.

No entanto, o ministro da saúde francês, Olivier Véran, anunciou no início desta semana que a França seguirá o intervalo recomendado da Pfizer entre a primeira e a segunda dose, o que significa que os centros de vacinação precisam calcular seus estoques com base em todos recebendo duas doses.

A França tem recebido 500.000 doses por semana da vacina Pfizer desde o final de dezembro e, se tudo correr de acordo com o planejado, aumentará para 1 milhão de doses por semana a partir de março.

Problemas com a AstraZeneca podem, no entanto, afetar a expansão planejada do programa de vacinação para a população em geral a partir da primavera europeia e, em última instância, a meta da França de ter vacinado todos que o desejam até agosto.

Além da baixa eficácia (62%) e da redução da entrega no primeiro trimestre de 100 milhões para 25 milhões de doses prometidas pela AstraZeneca à União Europeia, a comissão de especialistas em vacinas do Robert Koch Institute, agência do governo federal alemão responsável pelo controle e prevenção de doenças, recomendou que o imunizante britânico deve ser dado apenas a pessoas com idades entre 18 e 64 anos.

"Atualmente, não há dados suficientes disponíveis para avaliar a eficácia da vacina a partir dos 65 anos de idade", disse a Standing Vaccine Commission na resolução disponibilizada pelo ministério da saúde alemão na quinta-feira.

No curto prazo, a autoridade regional de saúde de Paris afirma que será capaz de realizar 72.000 imunizações na primeira semana de fevereiro, das quais 45.000 serão de primeiras doses. Na segunda semana, serão imunizadas 75.000 pessoas, enquanto na terceira e na quarta serão 86.000 e 93.000, respectivamente, incluindo as remarcações.

Até quinta-feira, a França havia aplicado 1.349.000 injeções, incluindo 117.217 nas 24 horas anteriores.

No longo prazo, a farmacêutica francesa Sanofi anunciou que, como sua própria vacina candidata demorará meses para ficar pronta, ela começará a fabricar doses do imunizante da Pfizer/BioNTech – o acordo assinado é para 125 milhões de doses, com apenas uma parte destinada à França.

Atualização 28/01 - A comissão de especialistas em vacinas do Robert Koch Institute, agência do governo federal alemão responsável pelo controle e prevenção de doenças, recomendou que o imunizante da AstraZeneca deve ser dado apenas a pessoas com idades entre 18 e 64 anos.

"Atualmente, não há dados suficientes disponíveis para avaliar a eficácia da vacina a partir dos 65 anos de idade", disse a Standing Vaccine Commission na resolução disponibilizada pelo ministério da saúde alemão na quinta-feira (28).

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soirot, reconheceu anteriormente que restrições em termos demográficos adequados para a vacina era uma possibilidade.

Atualização 29/01 - Emmanuel Macron afirmou que a vacina da AstraZeneca é praticamente ineficaz em pessoas com mais de 65 anos, após a Agência Europeia de Medicamentos ter recomendado o uso emergencial em adultos – incluindo os maiores de 65 anos.

“O verdadeiro problema com a AstraZeneca é que não funciona como esperado", disse o Presidente da França. "Hoje, tudo sugere que é quase ineficaz para quem tem mais de 65 anos – e alguns dizem quem tem mais de 60".

A maioria das pessoas hospitalizadas com covid-19 tem mais de 65 anos – é o grupo de maior risco de morte.

Atualização 29/01 - A comissão de vacinas da Alemanha manteve na sexta-feira (29) sua recomendação contra o uso da vacina da AstraZeneca em pessoas mais velhas, apesar da decisão do regulador da UE de autorizá-la para todos os adultos do bloco com mais de 18 anos.

* Com informações do The Local, BFMTV Lille

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