"Até o momento, em nossos volumes de coleta, estamos com uma redução de 15 a 20%", disse à BFMTV Arnauld Dischamp, vice-presidente da queijaria Dischamp, que fabrica e refina queijos Auvergne desde 1911.

A Dischamp está preocupada em obter leite suficiente para atender os pedidos no inverno, especialmente nas comemorações de Natal e Ano Novo.

“Durante todo o inverno, corremos o risco de falta de volume e disponibilidade”, disse o executivo. Com a forte demanda das festas de fim de ano, "a tensão na disponibilidade de estoques será ainda mais acentuada do que em ano normal".

A Dischamp produz queijos como Saint-Nectaire, Cantal, Bleu d'Auvergne e Fourme d'Ambert. Como esses queijos têm Indicador Geográfico Protegido (IGP), a queijaria não pode fabricá-los com leite que vem de outras regiões para compensar a queda na produção local.

“Há uma área geográfica delimitada a respeitar. Aqui, nomeadamente uma zona montanhosa de grande altitude com prados naturais”, explica Arnauld Dischamp.

O IGP protege os alimentos que são exclusivos de regiões específicas da Europa e garantem a sua autenticidade. Ao proteger estes alimentos, a União Europeia (UE) busca garantir a preservação dos métodos tradicionais de produção alimentar. O governo também pode encorajar as pessoas a permanecerem estabelecidas em áreas rurais, fornecendo um incentivo econômico para produzir alimentos tradicionais, e pode aumentar a confiança do consumidor.

O acordo entre o Mercosul e a UE  reconhece 38 indicações geográficas brasileiras, incluindo o queijo canastra e o queijo do serro.

* Com informações da BFMTV

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