O crescimento econômico na zona euro em 2022 projetado pelo FMI foi revisto para 3,9%, uma redução -0,4 pontos percentuais (pp) do previsto no relatório Perspectiva Econômica Mundial de outubro de 2021.

O FMI reestimou para baixo a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha em 3,8% (-0,8 pp); França (3,5%,-0,4 pp);  Itália (3,8%,-0,4 pp); e Espanha (5,8%,-0,6 pp).

A expectativa de crescimento da América Latina e Caribe caiu para 2,4% (-0,6pp).

A estimativa de expansão para o PIB brasileiro foi revisada para 0,3%  (-1,2pp).

“A luta contra a inflação levou a uma forte resposta da política monetária, que pesará sobre a demanda doméstica”, disse o FMI sobre o Brasil.

O crescimento da economia do México foi reavaliada para 2,8% (-1,2pp).

“O rebaixamento dos Estados Unidos traz consigo a perspectiva de uma demanda externa mais fraca do que a esperada para o México em 2022”, disse o FMI.

Impactos negativos

A ampla revisão das estimativas do relatório anterior deve-se ao impacto das restrições de mobilidade, do fechamento de fronteiras e do efeito na saúde da propagação da variante Ômicron, com um peso diferenciado para cada país, mas que deverão condicionar o crescimento no primeiro trimestre deste ano.

“O impacto negativo deverá desaparecer a partir do segundo trimestre, assumindo que o aumento global de infecções por Ômicron diminui e o vírus não sofre mutações para novas variantes que exigem mais restrições de mobilidade”, diz o novo relatório.

O FMI prevê que os níveis mais altos de inflação deverão “persistir” durante mais tempo do que o previsto em outubro, enquanto permanecem as disfunções nas cadeias de abastecimento, assim como os preços elevados da energia.

A instituição considera que os riscos para as projeções são descendentes, identificando o aparecimento de novas variantes da covid-19, que pode levar a um prolongamento da pandemia e a novas “perturbações econômicas”.

As “perturbações nas cadeias de abastecimento e volatilidade nos preços da energia e pressões salariais localizadas” leva a que a incerteza em torno da inflação seja “alta”, a que acrescem riscos para a estabilidade financeira e para os fluxos de capital, moedas e situações orçamentais dos mercados emergentes e economias em desenvolvimento com uma possível subida das taxas de juro nas economias avançadas.

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