"A pressão sobre o sistema bancário está crescendo e a inadimplência mais alta é iminente. E agora muitos esperam um choque no setor financeiro semelhante em magnitude à crise de 2008", afirmaram Tobias Adrian, diretor do departamento de mercado monetário e de capitais do FMI, e Aditya Narain, vice-diretora do departamento, por meio de uma publicação em blog nesta terça-feira (31).

Excluindo a Rússia e a Turquia, a maioria das nove economias emergentes fora da União Europeia na Europa Central e Oriental já solicitou assistência de emergência a partir de um pool de US$ 50 bilhões de apoio financeiro do FMI. Eles se juntam a mais de 70 outros países membros em todo o mundo que já buscaram acesso a empréstimos de emergência do FMI de desembolso rápido e baixa condicionalidade para atender às pressões imediatas decorrentes da crise do COVID-19. É o maior número de pedidos de assistência já recebidos pelo FMI ao mesmo tempo.

Na semana passada, o Banco Central Europeu (BCE) recomendou que, pelo menos até 1 de outubro de 2020, não sejam pagos quaisquer dividendos, não seja feito qualquer compromisso irrevogável, por parte de instituições de crédito, de pagamento de dividendos relativos aos exercícios de 2019 e 2020, e que as instituições de crédito se abstenham de recomprar ações para remunerar acionistas.

* Com informações da Agência Brasil, International Monetary Fund (blog)

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