Nem sempre é fácil conciliar o trabalho com as atividades da  família: o pai ter tempo de levar e buscar os filhos na escola; a mãe  ter a jornada de trabalho reduzida para conseguir amamentar depois da  licença maternidade; ou mesmo o trabalhador conseguir almoçar em casa no  meio da semana.

Mas, essa situação pode ser diferente.

A  servidora pública Érica Silva conta que há cinco anos faz teletrabalho,  também chamado de homeoffice, e consegue ficar mais perto dos filhos.

Vem crescendo o número de empresas chamadas de 'familiarmente  responsáveis', ou seja, que desenvolvem ações para promover o equilíbrio  entre trabalho e família. É o que explica César Bullara, diretor do  Departamento Acadêmico do ISE Business School, uma escola de negócios em  São Paulo que tem um núcleo dedicado aos estudos da relação  trabalho-família.

Segundo Bullara, assim como ocorreu  com os temas de responsabilidade social e sustentabilidade, as empresas  passam a pensar também na questão familiar e é um movimento que tem  ganhado força.

E para incentivar ações de equilíbrio entre  trabalho e família e reconhecer organizações que já adotam essa  prática, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos  lançou o Selo Empresa Amiga da Família, como destaca a secretária  nacional da Família, Angela Gandra Martins.

O ministério deve lançar ainda em agosto um edital para chamar as empresas que queiram obter o selo.

Entre  as ações que podem ser adotadas estão o teletrabalho, banco de horas,  jornada flexível, cursos e palestras nas áreas de relacionamento e  educação dos filhos, além da criação de espaços de lazer, clubes ou  academias para os funcionários e as famílias.