O Programa Centelha é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Podem participar do Centelha pessoas físicas ou PMEs com até um ano de existência, com faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões.  Podem concorrer estudantes, pesquisadores, empreendedores, qualquer pessoa ou empresa que tenha ideias de novos produtos ou processos inovadores.

O Programa oferece recursos financeiros, capacitação e suporte aos empreendedores, e é realizado em parceria com os governos  estaduais. Os editais são lançados pelas fundações estaduais de amparo à  pesquisa.

Ao se inscrever no programa, o interessado ganha acesso a uma série de materiais de capacitação. A proposta é submetida na plataforma do programa.

A expectativa é que sejam submetidas 1000 propostas de projetos por estado. Na primeira fase serão selecionadas 200. Destas, serão escolhidas 100 na segunda fase. Na terceira etapa, o proponente precisa detalhar o que pretende fazer com o recurso financeiro pedido, o que será desenvolvido durante o período de incubação.

O apoio financeiro do MCTIC e das agências federais de fomento se dá  por meio do repasse de recursos de subvenção econômica e da concessão de  bolsas para o desenvolvimento dos projetos. Os recursos  federais apoiarão pelo menos 28 empreendedores em cada estado, mas as  fundações de amparo podem complementar esse recurso.

Resultados

Completado um ano da publicação de suas diretrizes no Diário Oficial da União,  o Programa Centelha superou as expectativas do  governo federal e de seus apoiadores.

“Temos tido resultados expressivos”, disse Vitor Dias Kappel, da Finep. “Tem superado qualquer expectativa ou magnitude. Nunca tivemos um programa em uma escala dessa, tão expressivo. Está indo muito além. Vemos com  muitos bons olhos os resultados alcançados”.

Segundo Kappel, 4.811 participantes se cadastraram para participar do programa, com 2.434 ideias inovadoras iniciadas e 2.013 submetidas.

Os projetos são de várias áreas e setores. “Eles vão  desde tecnologia da informação, biotecnologia, energia e petróleo,  passando por áreas transversais como tecnologia social. A maior parte  continua sendo de tecnologia da informação, saúde e bem estar”.

Este ano, o programa entrou na fase de abertura de editais pelos 21 estados que aderiram ao Centelha. Até então, o programa priorizou as ações de planejamento e de treinamento das equipes dos estados participantes – a adesão é opcional.

O total de investimentos nessa primeira fase soma R$ 40 milhões. “Como no processo são três fases, a gente espera que, em  fevereiro ou março do ano que vem, boa parte dos projetos sejam  contemplados, virem empresas e já comecem a receber os recursos”,  explicou Kappel.

“Já  lançamos sete editais, dos quais um já foi fechado, que é o do Rio  Grande do Sul. E temos mais sete para serem lançados na primeira  quinzena de setembro. Achamos que até o final do ano conseguiremos  vencer esse desafio na totalidade e chegar a cerca de 20 mil empreendedores capacitados”, disse Kappel.

* Com informações da Agência Brasil